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A essência do Perdão

“Devemos perdoar sempre, lembrando que nós mesmos precisamos de perdão. Precisamos ser perdoados com mais freqüência do que perdoamos.” São João Paulo II

A dor de uma ofensa é como uma espada a cortar o coração, a alma e o corpo. Como ser humano passamos por situações que ora nos sentimos ofendidos e ora cometemos ofensas. Somente aquele que sentiu a dor de “ser ferido” consegue compreender a dimensão e tamanho da abertura da ferida. As ofensas podem originar uma prisão que pode se arrastar por toda a vida. É real a prisão que muitos se encontram por não conseguirem perdoar. Esta prisão impede a pessoa de caminhar para frente e dar passos para iniciar uma nova etapa de sua vida.

O impacto do perdão é algo estudado há muitos anos e por diversos especialistas. Num artigo publicado pelo Instituto de Pesquisas Projeciologicas e Bioenegeticas, o Dr Fred Luskin relata os resultados da pesquisa que vem realizando ao longo de diversos anos sobre as conseqüências físicas e emocionais da falta de perdão, bem como o poder do perdão. Nesse artigo é relatado o que muitos de nós sentimos em determinados momentos da vida por estarmos feridos, com rancor de alguém: dores de cabeça, insônia, às vezes perda de apetite, aceleração cardíaca, dentre outros, alem do mal estar, tristeza, angustia, stress, quando lembramos da situação vivida ou da pessoa que de alguma maneira nos ofendeu.

O interessante é que a Palavra de Deus se cumpre sempre e o tempo todo. Jesus orientou-nos a perdoar sempre, ate setenta vezes sete (Mt 18: 21-22). Hoje, a ciência nos ajuda a comprovar os benefícios dessa prática. Perdoar traz paz, vida, devolve saúde, evita doenças graves (cardíacas, oncológicas, etc). Conscientizados disto vem o próximo passo e mais desafiante: Mas como perdoar? Sabemos que não é um ato simples, então como fazê-lo?

Primeiramente se lembre de colocar um olhar amoroso sobre si mesmo. Sinta-se amado pelo Criador e tenha a certeza que suas faltas não são maiores do que o amor Dele por você. Recomece! Em seguida, é necessário que se inicie com um desejo sincero de perdoar o outro. Seja por você mesmo, para que se alcance a plenitude da vida e da saúde, seja pela importância da relação com o outro na sua vida, seja pelo temor a Deus que pede de você esse ato humilde e de amor. E saiba que perdoar é um processo, e muitas vezes, um processo de aprendizado, onde cada um tem um tempo e um jeito de faze lo. Mas algo é essencial: peça o auxilio do Espírito Santo! Ele é maior do que as nossas forças, então é capaz de mudar tudo que não conseguimos mudar sozinhos. Fazendo isso com freqüência, com insistência de quem pede com Fé, verá acontecer o Milagre do Perdão, o Poder do Perdão.

Mas não podemos finalizar esse artigo sem abordar quando somos nós a magoar o outro, seja uma pessoa não tão próxima ou pessoas queridas. Muitas vezes fazemos isso de uma maneira tão sutil, às vezes inconscientemente, e não temos a noção do impacto sobre o outro, sobre as feridas que abrimos no coração do nosso irmão. E aqui se inicia um processo que também não é simples: a necessidade de se pedir perdão! Isso envolve humildade, reconhecimento de que não é perfeito… esta atitude fará a diferença, pois esse reconhecimento e o ato de pedir perdão devolverá vida e paz ao coração, libertando ambos.

Perdão é decisão! É escolha! Ainda que não se esqueça. O perdão é um momento de voar para a liberdade interior. Do contrário, seremos como o pássaro que depois de ter ficado muitos anos aprisionado não quis a liberdade após ter visto a porta de sua gaiola aberta. Nosso coração sempre tem esta porta aberta para a liberdade. Assim, se manifestará a essência do perdão, na sua coragem de escolher, na abertura do coração, na fé da ação do Espírito Santo e no passo decisivo para dar sentido à oração “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos ofenderam”.

Colaboração de Gregório Ventura, Master Coach e Eliane Ventura, Psicóloga.

Voz do Pastor

Dom José Alberto

Arcebispo de Montes Claros (MG)

 

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