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Adeus Carmem!

 A Arquidiocese de Montes Claros, comunica com pesar, o falecimento de Carmen Lúcia Costa, leiga consagrada que tanto contribuiu para as atividades pastorais e sociais de nossa Arquidiocese. Carmem lutava contra o câncer. O velório está previsto para iniciar às 18h na Santa Casa. A missa de corpo presente será às 8h30 de terça-feira (16), e será presidida por dom José Alberto Moura, arcebispo emérito de Montes Claros. O sepultamento será em seguida, às 9h30. O cortejo seguirá até o cemitério Jardim da Esperança.  Carmem estava coordenadora da Capelania Hospitalar da Santa Casa.

Abaixo, na entrevista dada à Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Montes Claros, no último dia 06 de março, Carmem falou emocionada de sua trajetória de vida, sobretudo, sobre os trabalhos desenvolvidos na Arquidiocese.

(06/03/2019) Leiga consagrada foi homenageada pelo Dia Internacional da Mulher

A filha de Waldir Gomes Costa e Maria da Conceição de Freitas é guerreira. Nos anos 70 no meio da mobilização e organização dos trabalhadores no Distrito industrial de Montes claros, na defesa pelo abastecimento de água, serviços de saúde, educação e outros, Carmen Lúcia Costa, despertou para o trabalho social. Em 1983, na Vila Alice (miolo do bairro Eldorado) como assim ela mesma nomeia, nasceu a Pastoral da Criança em Montes Claros. Carmen se envolveu tanto com o social que se dedicou completamente se tornando uma leiga consagrada: “ O plano de Deus em minha vida, sempre foi ser religiosa consagrada a Ele. Então me decidi ir para o convento em dezembro de 1985. Mas, antes disso, em novembro do mesmo ano, eu, minha mãe, uma sobrinha e duas irmãs, sofremos um grave acidente. Um carro nos atropelou quando estávamos reunidos em um grupo de oração. Duas pessoas morreram e outras tantas, ficaram feridas. Dentre os feridos, minha mãe que ficou na cadeira de rodas, sem perspectiva de voltar a andar. Então, quando chegou a hora de ir para o convento, conversei muito com dom Geraldo Majela, meu orientador espiritual na época e cheguei à conclusão que seria melhor naquele momento, eu ficar para cuidar da mamãe e das minhas irmãs.  Faria ali, uma pastoral no seio da minha família e fui acompanhada o tempo todo por dom Geraldo. Tempo depois, me tornei leiga consagrada. A maior bênção de Deus em minha vida. Se tivesse que optar mil vezes, consagraria minha vida a Deus”, diz emocionada.

Aos 65 anos de vida, Carmen recebeu no dia do seu aniversário, uma homenagem pública por ocasião do dia Internacional da Mulher, evidenciando seu serviço social na Igreja. Por meio do vereador Aldair Fagundes, ela foi agraciada com o diploma “Maria do Carmo Lopes Prates”, título idealizado por meio da Resolução nº10, aprovada em fevereiro de 2002. O evento ocorreu na noite de ontem (07), na Câmara Municipal da cidade. Sem muito querer falar sobre seu trabalho, convencemos ela a responder algumas perguntas sobre essa experiência que carrega levando em consideração o protagonismo no leigo na sociedade.

Quem é Carmen antes e depois do voluntariado e do serviço social na Igreja? Carmem sempre foi uma mulher sonhadora, comecei muito cedo atuar na Igreja, comecei a trabalhar ainda no início da minha adolescência para ajudar minha família. Para ajudar nas despesas fazia unha, tecia lindíssimos forros de crochê, fui professora do extinto mobral e quando completei 18 anos, fui trabalhar em duas grandes empresas (Transit Semicondutores S/A e AGAPRESS). Então em 1985 passei no concurso público e fui trabalhar na área da saúde.

Quando veio o sonho da Capelania? Assim que concluí estudos, o dom José Alberto Moura, solicitou a elaboração de um plano de trabalho para um projeto piloto de Capelania na Santa Casa. Após apresentar esse projeto de Evangelização hospitalar ao Superintendente Maurício Sérgio e ao Provedor, Heli Penido, demos sequência para aprovação de toda equipe, e iniciamos a capacitação. São 4 anos só bênçãos e alegrias. A bênção maior é ver diariamente no mesmo horário, Jesus sendo levado em palavras e Eucarístico a todos os enfermos, internados no hospital e depois, ouvir testemunhos de pacientes, por meio do amor e misericórdia de Deus. É lindo e não tem medida para dimensionar tudo isso.

Como é o trabalho desenvolvido por você e um batalhão de anjos azuis? Os anjos de azuis! São quase 400 voluntários que atuam diariamente na capelania da Santa Casa, levando a “Palavra” de Deus e Jesus Eucarístico a todos os enfermos da Santa Casa que aceitam, sempre perguntamos e respeitamos a crença de cada um. São pessoas que receberam formação específica e que tem formação continuada para lidar com os enfermos. São verdadeiras bênçãos, ganharam o nome de anjos azuis, pela delicadeza, amor, humildade e fé com que conduzem Jesus aos doentes. Um testemunho de vida, doação, amor e zelo apostólico.

O que representou para você receber esta homenagem na véspera do Dia Internacional da Mulher e no dia do seu aniversário?  Estive doente e me visitastes. Esse diploma eu divido com todos aqueles que diariamente se propõe a visitar os enfermos e realizar o belo trabalho que a nossa Capelania faz. Somos uma família e partilho com maior alegria, esse título com estes homens e mulheres de fé que através da ação diária, buscam a transformação social. Que Deus retribua com inúmeras bênçãos, todo esforço e dedicação de todos e todas. Não desistam nunca. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Servir Jesus na pessoa do irmão enfermo, é uma dádiva de Deus. Amo vocês!

 

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros (38) 99905-1346 (38) 9 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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