ANO DE PAZ

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Queremos um ano novo cheio de harmonia, justiça, solidariedade e paz. Não o conseguimos sozinhos. Aliás, o ser humano, querendo a autodeterminação sem Deus, desde o começo de sua história não soube realizar o sonho de sua plena felicidade, contando somente com sua Inteligência e suas forças. Quem se mergulha e dá sentido à existência no Deus da vida consegue enfrentar tudo com confiança e segurança.

Apesar da situação difícil em que se encontra o país, é possível superar os empasses com a nova mentalidade de solidariedade, inteligência e mútua colaboração. O dado político é imprescindível para a superação dos desafios quando é olhado e encaminhado com a superação do tecido ético fragilizado e com o esforço de cada um para a convivência mais altruísta e solidária. Quem tem consciência do bem, promovido para o benefício de todos, sabe contribuir e cooperar com mais doação de si para ajudar a superação das desigualdades e as exclusões sociais. Para isso, é indispensável um olhar compassivo e cheio de bondade provindo do amor de Deus, que se solidariza conosco a partir de seu nascimento feito um de nós. No seguimento do Emanuel somos capazes de mudar a convivência entre nós para darmo-nos as mãos e olharmos para as necessidades dos outros, principalmente os mais deserdados da vida digna.

Não podemos nos desanimar para deixar que somente os outros deem de si para melhorar o país. Temos que começar de nós mesmos, interessando-nos pelo bem comum. A omissão faz com que os maus, inclusive os maus políticos, dominem a sociedade. Nesse ano de eleições federais e estaduais precisamos colocar a mão na consciência para analisarmos bem em quem votar. Só devemos dar o voto para quem tem altivez de caráter e tem demonstrado que não engana nem usa do cargo para tirar vantagens com lesão do bem comum. Quem já demonstrou mau caráter, desvio de conduta e do dinheiro público para o bem pessoal, de grupos e partidos não deve receber nosso voto. Ao contrário, estaremos sendo corruptos como eles.

O Papa Francisco, na mensagem de paz para este ano de 2018, enfatiza a necessidade de atendermos os migrantes e refugiados, que não vivem em paz, para terem seus direitos preservados.

Se quisermos consertar o Brasil, temos que consertar a nós mesmos, sendo mais justos e solidários com a causa dos que sofrem injustiças provocadas também por políticos corruptos. Por isso, começar bem e desenvolver adequadamente a caminhada do ano que iniciamos, requer de nós muito amor a Deus e ao semelhante. Se formos pessoas religiosas e de retidão moral, contribuiremos com a causa da promoção do benefício da sociedade. Nossa fé religiosa e humana nos coloca mais solidários com o semelhante. Fé sem obras boas é infrutuosa e estéril.

Queremos, então que o Senhor nos abençoe e faça brilhar sobre nós a sua face e se compadeça de nós neste ano que se inicia. Ele volte para nós o seu rosto e nos dê a paz (Cf. Números 6, 24-25).

José Alberto Moura, CSS – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

 

 

 

 

Viviane CarvalhoANO DE PAZ