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“Compreendemos que sua vida foi, de fato, um modo de praticar o Evangelho”.

Nascida em 31 de agosto de 1951, com exatos 67 anos de idade, morreu a fundadora do Instituto das Franciscanas Missionárias Diocesanas da Encarnação (FMDE), madre Raimunda Dorilene Pinheiro Pereira. A causa morte da religiosa se deu por complicações após ter sofrido um AVC a pouco mais de um mês.

A tarde de domingo (11) foi de homenagens a irmã Dorilene, manifestação de carinho eram vistas nas redes sociais e ou pessoalmente. Gestos que perduraram noite a dentro enquanto acontecia o velório. Nesta manhã (12), ao deixarem o salão de velórios da Santa Casa e se dirigirem para a comunidade São Geraldo II, onde residia a religiosa junto com as outras irmãs, as pessoas acompanharam o cortejo em sinal de gratidão à mulher que não mediu esforços para evangelizar e que suscitou vocações sacerdotais e religiosas.

Irmã Dorilene faleceu no dia de Santa Clara de Assis – fundadora da Ordem de Santa Clara ou Ordem das Clarissas, ramo feminino da Ordem dos Franciscanos. Ao lembrar esse fato, quando presidia a missa de corpo presente, dom Justino de Medeiros Silva, disse que apesar de conhecer pouco a irmã, a convivência com ela o fez afirmar que tratava-se de uma grande religiosa e uma grande mulher. Pediu a Deus que a acolhesse em seu abraço misericordioso de Pai. “Ele recolheu para si uma consagrada que vai ficar marcada na página dessa Igreja Particular de Montes Claros”, destacou o arcebispo. 

Pediu que mesmo na tristeza que nutria os corações daqueles que ali estavam, era preciso louvar e agradecer a Deus pelo dom da vida, da vocação e da missão de irmã Dorilene. Ela que sempre escutou a palavra de Deus e a colocou em prática, sua história estava sob a luz da palavra e apontou três características que eram facilmente identificadas na irmã Dorilene. A simplicidade – o seu modo de viver, de congregar outras pessoas ao redor do projeto era muito forte. O sentido de inserção entre os mais pobres, presente não só na inspiração FMDE, mostrando que o mistério da encarnação continua a acontecer cada vez que procuramos viver o Evangelho entre os mais necessitados.  E por último o sentido de uma Igreja em saída.  Não só porque ela deixou sua terra, no Norte do País e veio para o norte de Minas, pois assumiu corajosamente a missão de ir à Àfrica, Guiné Bissau e ao regressar reuniu força para renovar a missão para o serviço. “Compreendemos que sua vida foi, de fato, um modo de praticar o Evangelho”.

Ao final da celebração, a carta enviada por dom Pedro Carlos Zilli, bispo de Bafatá, na África dirigida à Arquidiocese, familiares e religiosas do Instituto das Franciscanas Missionárias Diocesanas da Encarnação como solidariedade pelo falecimento da madre Dorilene foi lida e emocionou a todos. Em um dos trechos da carta, diz o bispo: “Pessoalmente, sempre vi na irmã Dorilene, uma mulher corajosa, profética: além da coragem na fé para iniciar uma Congregação, teve a coragem na fé de abrir uma presença missionária na África, mais especialmente na diocese de Bafatá. Fiquei feliz com a presença da congregação. Fiquei triste quando se despediram e foram”. A missão na África durou 4 anos.  Iniciaram dia 23 de março de 2014 e encerraram a missão por lá em 11 de julho de 2018. Ano em que celebraram 30 anos de história e de caminhada pastoral.

CARTA PODE SER LIDA AQUI
Nota de Solidariedade diocese de Bafatá – África

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Comunicação e Imprensa da Arquidiocese de Montes Claros – MG
Contato: (38) 9905-1346 (38) 9 8423-8384
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