História 

Nossa História: Na primeira metade do século XIX, a então diocese de Montes Claros estava inserida entre as grandes áreas subordinadas ao arcebispado da Bahia, situação que só se alterou com a criação da Diocese de Diamantina em 1854. Porém, com todas as melhorias advindas desse período, ainda persistia o problema das grandes distâncias e da falta de padres e recursos.

A criação da Diocese de Montes Claros se deu no ano de 1910 pela Bula Postulat Sanede Pio X, por iniciativa do bispo coadjutor de Diamantina, Dom Joaquim Silvério de Souza. Iniciativa que foi abraçada pelos religiosos Premonstratenses já presentes na região, valendo-se, sobretudo, do periódico religioso (“A Verdade”) que haviam criado na futura sede do novo bispado. Logo, no oitavo dia do mês de novembro de 1911, tomava posse o primeiro bispo de Montes Claros: Dom João Antônio Pimenta.1ºbispo D. João Antonio Pimenta

Vindo da diocese de Porto Alegre – RS, embora fosse natural de Capelinha – MG, Dom João preferiu assumir a implantação de um novo bispado no sertão norte-mineiro que permanecer na capital gaúcha, onde era bispo coadjutor com direito a sucessão. Nos primeiros anos de seu governo, Dom João dedicou-se, de maneira especial, à criação de uma estrutura física para diocese. Nesse sentido, ele se empenhou na construção do palácio episcopal (Palácio de Santa Cruz), organização e criação de novas paróquias e inicio das obras da atual catedral. No campo pastoral, instituiu retiros anuais para o clero; fez diversas visitas pastorais às paróquias e promoveu as missões populares dos Redentoristas e Lazaristas na região.

2ºbispo D.Aristides de Araujo Porto

Em 1931, recebe da Santa Sé um bispo coadjutor, Dom Aristides de Araújo Porto. Este, só assumiu a frente da diocese doze anos depois (1943), tornando-se o segundo bispo de Montes Claros. Teve um governo breve (1943-1947), mas suficiente para dar grande impulso à diocese e as obras iniciadas por seu antecessor. De forma especial, empenhou-se na construção do novo prédio da Santa Casa e na criação do colégio Marista.

3ºbispo D.Antonio Jr

Igualmente breves foram os governos dos dois bispos que o sucederam: Dom Antônio Almeida de Morais Junior – terceiro bispo (1948-1951) e 4ºbispo D.Luiz Vitor SartoriDom Luís Victor Sartori – quarto bispo, (1952-1956). Dom Antônio destacou-se como um bispo intelectual e exímio pregador. Acredita-se hoje que ele estava muito à frente da realidade para o qual havia sido designado. Logo, foi elevado ao arcebispado de Olinda e Recife, onde atuou ativamente em defesa das causas sociais e do desenvolvimento do nordeste brasileiro. Em Montes Claros, concluiu as obras da catedral; reformou a Santa Casa; recrutou novos seminaristas, entre outros feitos. Dom Luís foi também grande propulsor da fé e do progresso de Montes Claros: reorganizou a Obra das Vocações Sacerdotais; instalou o Seminário Menor; apoiou a Ação Católica, bem como a criação da diocese de Januária; atuou juntos aos poderes públicos para a iluminação da cidade, por meio da Companhia energética de Minas Gerais.

5ºBispo D.Jose Alves Trintade

Com a transferência de Dom Luís para a diocese de Santa Maria- RS, Pio XII nomeou Dom José Alves Trindade como quinto bispo de Montes Claros (1956). Transferido da diocese de Bonfim –BA, este bispo logo conquistou a simpatia de todo o povo, tendo sido considerado um bispo missionário. Entre seus feitos pode-se destacar: a retomada da construção do Seminário Menor; sua intervenção para que o Norte de Minas fosse incluído na SUDENE e para que fosse resolvido o problema da falta de água em Montes Claros; sua atuação em favor daqueles que eram afetados pelas longas estiagens ou pelas enchentes. Dom José Trindade foi também responsável pela recepção e adequação da diocese aos moldes do Concílio Vaticano II, valendo-se para isso da incansável ajuda do Cônego Geraldo Majela de Castro (Premonstratense), então coordenador diocesano de pastoral.

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Este foi nomeado bispo coadjutor (1982) com direito à sucessão de Dom José Trindade. Dom Geraldo Majela de Castro assumiu a frente da diocese em 1988 como sexto bispo diocesano. Com a criação da Província Eclesiástica de Montes Claros em 2001, Dom Geraldo foi nomeado 1º arcebispo Metropolitano em 25 de abril do mesmo ano. Sua atuação foi decisiva para a organização pastoral desta igreja particular. Sua ação voltou-se intensamente às questões pastorais e evangelizadoras, trazendo um novo ânimo ao processo de renovação eclesiástica proposta pelos padres conciliares.

Para isso, foi convocada a 1ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, com representantes de todas as paróquias e pastorais.  Tal fase marca o período em que o povo se reconhece como “Igreja, Povo de Deus”. Nesse sentido foram formadas estruturas de coordenação, comunhão e participação que deveriam agir em níveis diocesano, paroquial e comunitário. Deve-se ressaltar nesse período a criação de mais de trinta paróquias, bem como a criação do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. Em 2007, havendo renunciado conforme as prescrições canônicas, Dom Geraldo foi sucedido por Dom José Alberto de Moura, CSS, segundo arcebispo metropolitano.

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Ao assumir a Arquidiocese, Dom José preocupou-se em dar prosseguimento aos preparativos para a 2ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral e para as comemorações do Centenário desta diocese, sendo tais eventos marcantes para a História da Igreja Particular. Além disso, deve-se destacar a presença do epíscopo não apenas nas atividades e eventos que se restringem à arquidiocese, mas nas Comissões e representações regionais da CNBB. Já se somam a estes feitos a reforma da Casa de Pastoral; a reestruturação do jornal “Clarão do Norte” transformando-o em Revista e a sua presença efetiva na administração da Santa Casa.

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Próximo a renunciar, devendo assim obedecer as prescrições canônicas, prevista para outubro de 2018,  D. José Moura solicitou um bispo coadjutor para Montes Claros para ajudá-lo no Ministério Episcopal, e no último dia 13 de maio, em solene celebração na Catedral Nossa Senhora Aparecida, tomou posse Dom João Justino de Medeiros Silva que deverá sucedê-lo tão logo sair sua renúncia, ocupando o lugar de 8º bispo e 3º Arcebispo metropolitano.

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