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Igreja Católica: o exemplo da unidade na diversidade

Unidade na diversidade: esta é uma característica necessária a Igreja Católica. Com mais de um bilhão de adeptos e com presença em centenas de países, é plausível supor que esta lógica da unidade é fundamental para manter toda a estrutura católica em sintonia. No século das diversidades, onde as diferenças são, até certo ponto, enaltecidas, mas também motivo de graves disputas, e a multiplicidade de estilos, percepções e culturas se interagem, alguns sociológicos e filósofos alertam para o fato de que a aproximação com o diferente provocada pelo rompimento ou encurtamento das fronteiras entre os povos pode gerar reações variadas.

O antagonismo entre o global e o local ainda não foi (e não tão breve será) superado. Ainda assistiremos a reações contrárias e resistências às ideias de intercâmbio cultural entre os povos. Porém, o princípio fundamental do cristianismo nos leva a combater a intolerância. As diretrizes cristãs sugerem ações de aceitação, compreensão e convivência harmoniosa. Justamente por este motivo que a diversidade na Igreja deve ser enaltecida.

A dimensão da Igreja Católica e a autoridade do Papa se estendem sobre católicos com culturas, línguas e pensamentos diversificados, em diferentes partes do mundo. Eis a magnitude e fator que distingue o catolicismo. O fortalecimento da unidade na diversidade deve ser sempre o caminho da Igreja Católica para que sirva inclusive de exemplo aos intolerantes.

A ideia de uma sociedade global caracterizada pela convivência pacífica entre os diferentes povos é contrastada com o cotidiano de guerras, intolerâncias e fundamentalismos. Unidade na diversidade, condições que somadas promovem a cultural da paz. Na era da pluralidade, pode-se unir mesmo na heterogeneidade, e que a Igreja dê o exemplo, pois esta é uma receita aos que portam intolerância.

A práxis cristã não reproduz a razão excludente que marca a sociedade ocidental contemporânea em vários aspectos e que beneficia uns poucos (os ricos) em detrimento de uma maioria (os pobres). O cristianismo é agregador, exige compaixão, condescendência, é indulgente. Talvez seja por abrigar em seu seio tantas diferenças que o Catolicismo sobreviva há mais de dois mil anos, ocupando ainda hoje um lugar de referência na sociedade.

Artigo de Luiz Eduardo de Souza Pinto – Doutorando em Sociologia/UFMG

Voz do Pastor

Dom José Alberto

Arcebispo de Montes Claros (MG)

 

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