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Livro aborda importância do bispado para o laicato

A Igreja do Brasil, por meio de seu episcopado, permite-nos entrar em contato com um rico patrimônio teológico-pastoral, que remonta há anos de empenho e compromisso em vista da construção do Reino de Deus, a partir de nosso contexto e chão brasileiro. Ademais, pode-se arriscar, sem medo de errar, que o resultado do que é a Igreja no Brasil, nas últimas décadas, é graças ao que foi realizado da parceria entre das autoridades hierárquicas (episcopado/clero) e com as pedras-vivas do laicato (1Pd 2,5). Assim, é impossível prescindir dessa relação entre episcopado e laicato, quando tratamos da Igreja de Jesus Cristo no cumprimento de sua missão no mundo. Nesse sentido, a Editora Santuário lança este mês o livro “Bispos do Brasil: promotores da participação dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, de autoria de padre Marlos Aurélio, C.Ss.R.

A equipe do JS conversou com o autor, onde o mesmo que nos deu mais detalhes sobre a obra em questão:

Padre Marlos Aurélio – Esta obra é um material fruto de uma tese de doutorado, minha que estou transformando em livro. Como estamos no Ano Nacional do Laicato, eu quis fazer um corte analítico, querendo ressaltar, sobretudo, que os bispos do Brasil, representados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são os primeiros a defender o direito dos leigos de participar da Igreja, da missão da Igreja, e, sobretudo, das decisões da Igreja. Então o enfoque é esse:, a relação dos bispos com os leigos.

Padre Marlos – A CNBB, cujo incentivador foi dom Helder, foi fundada em 1952 e, quando foi realizado o Concílio II, ela tinha 10 anos de caminhada. Isso nos Mostra que havia um desejo de uma ação colegial dos bispos do Brasil, que antes mesmo do Concílio, considerando, sobretudo, a extensão territorial do Brasil, um país enorme, de grandes extensões, havia e uma necessidade de poder articular todo o trabalho de Igreja, que era feito, a fim de encontrar e traçar linhas comuns de ação evangelizadora e pastoral. Com o Concílio II, esses bispos puderam estreitar mais os seus laços – pois ficavam juntos, no Vaticano, de 3 a 4 meses por ano, afinando ainda mais a sintonia e o conhecimento das realidades de Igreja das dioceses –, e serviu para apontar o rumo de vivência dessa colegialidade, que era incipiente, dentro desse quadro que acabei de descrever, antes do Concílio, com todas as dificuldades e precariedades, mas havia o esforço de se encontrar e de traçarem linhas comuns da ação evangelizadora e pastoral. E a figura de dom Helder desponta com toda a força, porque ele foi aquele que motivou, que incentivou a fundação da CNBB, quis articulando, querendo, de fato, que existisse esse organismo, com que poderia então dar essa ação articulada e sintonizada dos com os bispos. Com o Concílio II isso se reforçou ainda mais, pois os bispos acabaram vivendo períodos longos, de três, quatro meses por ano e com isso afinaram ainda mais a sintonia e o conhecimento das realidades de Igreja das dioceses. E quando se conclui o Concílio, em 1965, esses bispos já tinham um projeto de ação pastoral em conjunto . Voltando para as suas dioceses, isso só incrementou e consolidou ainda mais a ação colegial dos bispos, que se sentiram parte de todo o conjunto de ação evangelizadora que acontecia no Brasil.

JS – Qual a importância de um bispo e do bispado como um todo para o leigo dentro de sua caminhada na fé Católica e participação na comunidade?

Padre Marlos – Na apresentação do livro, eu coloco que, nos primeiros séculos da Igreja, haviam expoentes da Patrística, que era um período áureo da tradição eclesial, com Inácio de Antioquia, São Cipriano, que defendiam o bispo como ponto de referência da doutrina. Dentro daquele contexto de grandes ameaças e tensões, a importância era exatamente isto,: para fortalecer o processo de unidade, de segurança diante das ameaças doutrinais que existiam. Hoje, graças a Deus, fomos crescendo e evoluindo. O próprio Concílio é expressão disso, pois foi o primeiro concílio a tratar dos leigos, de modo que a missão da Igreja não acontece, exclusivamente, por causa de hierarquia, mas ela quer por querer envolver, quer abraçar a todos: bispos, padres e também os leigos. A missão da Igreja não acontece sem o laicato. Hoje se houvesse uma tentativa de os bispos de quererem reclamar só para eles o direito da missão, seria um desastre, porque os leigos estão envolvidos, e também são parceiros, nesse trabalho de evangelização, porque compartilham de muitos os nossos desejos, nossas aspirações e são batizados; e todo batizado tem incumbência de evangelizar, de ajudar a edificar o Reino de Deus aqui na Terra. O leigo é um sujeito eclesial.

Adquira o livro “Bispos do Brasil: promotores da participação dos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” pela loja virtual (e-commerce) da Editora Santuário, acessando www.editorasantuario.com.br

Fonte: A12
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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Montes Claros
Contatos: (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 e-mail: [email protected]

 

Voz do Pastor

Dom José Alberto

Arcebispo de Montes Claros (MG)

 

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