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Os Desafios do Diálogo na Família e as dicas de ouro

“Existe uma palavra que não devemos nunca cansar de repetir e principalmente, de testemunhar: diálogo” Papa Francisco. Na última publicação falamos da importância da escuta ativa. E tão importante quanto escutar ativamente, é dialogar.  O significado desta palavra remete à interação, ou uma fala interativa entre duas ou mais pessoas. Parece simples, não é?

Mas afirmamos ser desafiador, especialmente nos dias de hoje, em que nos encontramos quase sempre muito agitados, preocupados e envolvidos com tantas coisas; ou ainda conectados remotamente com o mundo, que poucas vezes nos conectamos com nós mesmos e com aqueles mais próximos de nós. Em muitas famílias faltam momentos preciosos de diálogo. O problema não é só falar é também escutar, não é apenas estar com o outro é se encontrar e estabelecer contato; não é apenas deixar a televisão ser a voz mais presente da casa e sim interagir uns com os outros.

O diálogo verdadeiro requer presença, presença autêntica, permitir ouvir o outro despretensiosamente, ter empatia, colocando-se no lugar do outro, e compreendendo a importância daquilo que é partilhado pelo outro. Muitas vezes, em função de nossa agitação, enquanto o outro fala estamos conversando interiormente conosco mesmo, e nossa mente agitada não nos permite ouvir de fato o nosso próximo.

E isso em família é ainda mais critico, já que em família quase sempre dispensamos nossas mascaras sociais, e nos apresentamos como somos, com nossos limites e imperfeições. Mas o diálogo é necessário, já que leva a um melhor conhecimento do outro e de nós mesmos, permite nos ajudar mutuamente, corrigir nossas falhas, vencer nossas dificuldades e cultivar o amor.

Selecionamos dicas de ouro para promover o diálogo em família:

  • Reserve um tempo, um momento em especial para dialogarem: seja enquanto estão cozinhando (junte a família, ou o casal, durante esse momento, e façam a experiência de partilhar como foi o dia, o que cada um tem vivido) ou fazendo alguma atividade em comum;
    A mesa em comum: viver juntos momentos de refeições para aproveitar para interagir e partilhar, evitando televisão ligada e redes sociais;
  • Promovam momentos de oração em todas as oportunidades: ensinando os filhos a rezar, nas refeições e confraternizações da família, em reflexões bíblicas, enfim, faça da sua cada uma verdadeira igreja doméstica;
  • Nos diálogos sempre incentivar a escuta, evitando “vozes alteradas” ou “gritos”, e incentivando a partilha do trabalho, das preocupações e das pequenas conquistas, além de ajustes nos relacionamentos;
  • As atividades em comum são sempre ricas, como assistir bons filmes e partilhar sobre as mensagens, brincar de jogos educativos, enfim, tudo que possa ajudar a família a conviver e se desenvolver.
  • Que este grande desafio do diálogo em família passe pelo esforço em valorizar instantes ricos de partilha, de convivência frutuosa, e, sobretudo da percepção diária em redescobrir a beleza daqueles que vivem e partilham o mesmo lar. Que tal tornar o diálogo uma das bases sólidas de nossa família, aumentando a qualidade do nosso relacionamento e promovendo momentos preciosos de convivência?

*Gregório e Eliane Ventura – Master Coach e Psicóloga

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros
Contatos: (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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Arcebispo de Montes Claros (MG)

 

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