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Festa de Nossa Senhora da Consolação começa este fim de semana!

De 26 de agosto a 04 de setembro acontece a novena e a festa em honra à padroeira da Paróquia Nossa Senhora da Consolação e Correia. O tema da festividade religiosa deste ano é “Maria, Mãe de Jesus, sinal de esperança e consolação para o povo peregrino e de Deus” (cf. LG 68). A Paróquia também está afinada com o Ano Nacional do Laicato e traz o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14). Todos os dias, a partir das 18h e 30min, haverá terço e ladainha. Às 19h e 30min, santa missa e novena. As barraquinhas e os shows serão desenvolvidos nos dias 30 e 31 de agosto e de 1º a 04 de setembro.

O Bairro Cintra é a sede da matriz paroquial e onde se concentram a festividade religiosa desde quando Montes Claros ainda era dividida em fazendas. Em 1941, quando Montes Claros ainda era uma pequena cidade repartida por grandes fazendas, os moradores do atual Bairro Cintra já se reuniam em uma pequenina capela que contava raras vezes com a presença de sacerdotes para presidirem celebrações. Mas, os moradores do Bairro, muito fervorosos na fé, já possuíam alguma organização entre si e decidiram se mobilizar com o objetivo de realizar uma grande campanha que pudesse favorecer a reforma da capelinha.

Com muito trabalho, orações e leilões, conseguiram arrecadar fundos para a reforma que foi conduzida pelos próprios fieis, alguns deles ainda participantes da comunidade. A reforma atraiu novos participantes e os coordenadores de então manifestaram, junto ao bispo da época, dom José Alves Trindade (1956-1988), a necessidade e o grande desejo dos fieis de que a comunidade se tornasse uma paróquia.

Dia de Santo Agostinho: Em 28 de agosto de 1966, este pedido foi atendido e a pequena comunidade tornou-se paróquia. A partir de então vários padres vieram aqui celebrar. Ressaltamos a ajuda do padre Henrique Munáiz Puig. O monsenhor Antônio Alencar Monteiro foi o nosso primeiro pároco e permaneceu conosco de agosto de 1966 a abril de 1975. Padre Antônio Carvalho Magalhães foi o nosso segundo pastor e ficou aqui de maio de 1975 a outubro de 1976. Logo após veio o padre João Machado Gomes, que foi nosso pároco de outubro de 1976 a novembro de 1979. Padre Antônio Carlos da Silva foi o nosso quarto pároco. Ele nos pastoreou de dezembro de 1979 a fevereiro de 1990, quando chegou o padre Dorival Souza Barreto Júnior, permanecendo aqui até janeiro de 1992. Dessa data até outubro de 1995, padre Róbson Soares dos Reis foi o nosso pároco.

BAIXE AQUI: Programação Festa de Nossa Senhora da Consolação 2018

Então chegou o padre Antônio Alvimar Souza, que administrou a Paróquia Nossa Senhora da Consolação até março de 1997. Em julho desse ano, padre Kennedy dos Santos Silva assumiu a nossa Paróquia, permanecendo até dezembro de 1999, quando o monsenhor Geraldo Marcos Tolentino foi empossado como nosso nono pároco. Em 2010, o padre Adílson Ramos de Melo assumiu definitivamente a Paróquia. Atualmente, o padre Joaquim Ferreira de Almeida é o nosso pároco.

Escolha da Padroeira: Os fieis da Paróquia escolheram como padroeira Maria, Mãe da Igreja e de Jesus, com o título de “Senhora da Consolação e Correia”. Maria foi escolhida por possuir aquele povo grande devoção à Mãe de Deus, e Senhora da Consolação, por ter ele experimentado por diversas vezes o consolo e a ajuda de Maria na caminhada. A devoção à Virgem Maria sob a invocação de Nossa Senhora da Consolação e Correia é divulgada pelos religiosos da Ordem Agostiniana.

Os fieis das comunidades, paróquias, obras, projetos e serviços, coordenados pelos padres agostinianos, cultivam intensamente esta devoção em todos os quatro cantos do mundo. A invocação a Nossa Senhora da Consolação foi aprovada pelo papa Gregório XIII, em 1577. E sua festa é celebrada no primeiro domingo após o dia de Santo Agostinho (28 de agosto).

Dessa forma, a festa é móvel. A Paróquia Nossa Senhora da Consolação tem representação importante em nossa Arquidiocese. Graças ao trabalho realizado pelos padres que por aqui passaram, a área de abrangência geográfica da Paróquia já passou por três divisões que deram origem a três novas paróquias: Paróquia Santa Rita de Cássia instituída em 04 de setembro de 1993; Paróquia São José Carpinteiro e Maria de Nazaré (Bairro Independência), criada em 21 de outubro de 2005; e Paróquia Nossa Senhora do Carmo, oficializada em 21 de outubro de 2007.

Projetos: A Paróquia Nossa Senhora da Consolação, mesmo com dificuldades financeiras nos últimos 10 anos, procura realizar alguns projetos sociais, principalmente em parceria com outras entidades locais. Procurou também se fazer presente diante dos problemas que afligiam a população residente na Paróquia. Em parceria com a Casa da Juventude e com a Fundação Fé e Alegria, construiu uma escola maternal para crianças pobres sem condições de se matricularem em escolas particulares.

Participou da conclusão do Colégio São Luiz Gonzaga. Construiu e montou um pavilhão para a realização dos trabalhos sociais da Paróquia com ajuda da entidade espanhola “Manas Unidas”, especialmente através da Pastoral da Criança. Apoiou, de modo expressivo, as conferências vicentinas no atendimento aos pobres. Iniciou a construção do Centro de Evangelização e Promoção Humana Paulo VI. Colaborou com a Associação dos Moradores do Cintra para a instalação de um centro de inclusão digital.

Organizou, incentivou e participou de várias campanhas, tais como a criação do Programa Saúde da Família (PSF) no Bairro Cintra; humanização da Avenida Deputado Plínio Ribeiro, chamada até então de “Avenida da Morte” com colocação de semáforos e ilhas de pedestres. Nossa Paróquia realizou também diversos eventos visando a despoluição do Córrego do Cintra, hoje um esgoto a céu aberto que passa por toda a Paróquia, e a consequente urbanização da avenida que o margeia.

Organização: A Paróquia Nossa Senhora da Consolação é organizada de acordo com as orientações do nosso pároco, do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), Equipe de Pastoral, Equipes Auxiliares [Círculos Bíblicos, Ministérios, Conselho Econômico Paroquial, Liturgia, Projetos, Pró-Jovem, CFA, Equipe Missionária Paroquial (Emip) e Equipe Missionária para a Construção do Centro Paroquial].

Reforçam o trabalho na região as nossas pastorais, movimentos e associações. Aqui atuam a Pastoral do Batismo, Catequética, Familiar, do Dízimo, Pastoral da Criança, do Menor, Litúrgica, do Quarteirão, Pastoral do Domingo, Pastoral com Jovens e Pastoral da Pessoa Idosa. Denominamos nossos movimentos a Renovação Carismática Católica, o Encontro de Casais com Cristo, o Encontro com Cristo, o Encontro de Adolescentes com Cristo, o Movimento de Amizade Cristã e os Grupos de Jovens. Incluímos como nossas associações a Legião de Maria, o Apostolado da Oração, os Vicentinos e as Confrarias. Temos ainda os nossos Ministérios: Acolhida, Comunhão Eucarística, Enfermos, Esperança, Palavra, Celebrações Especiais e Música.

Nossa Paróquia é “uma Rede de Comunidades de Discípulos Missionários de Jesus Cristo”. Abrange seis bairros que são divididos em dois setores para facilitar o trabalho missionário. O primeiro setor engloba o Cintra (sede), Nossa Senhora de Fátima e Jardim Alvorada (Santa Terezinha do Menino Jesus). O segundo setor reúne os bairros Nossa Senhora de Lourdes, Ipiranga (Santa Luzia) e Monte Alegre (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro).

 A Paróquia do Cintra – Reminiscências:  No início de 1958, comecei a celebrar a Eucaristia na igreja do Senhor Bom Jesus (conhecida como Santuário Bom Jesus), Bairro Roxo Verde, diariamente, às 7 horas da manhã. Aos domingos, prolongava meu itinerário até a igreja Nossa Senhora da Consolação, Bairro do Cintra, para outra missa, às 9 horas da manhã. Esta não era ainda uma igreja paroquial (nem estrutura tinha de Paróquia), e ambas as igrejas referidas pertenciam à Paróquia da Catedral. O Cintra era um bairro meio distante do centro da cidade e semi-povoado. Sua minúscula capela cobria uma área de mais ou menos 24 metros quadrados, digamos 6 por quatro metros lineares.

Pedalava eu uma bicicleta para percorrer estes dois estágios; algumas vezes, por defeito “mecânico” no veículo, enfrentava, a pé, a distância que, então, era de chão, poeirento e lamacento, conforme a época do ano. Posteriormente, adquiri uma “vespa” que me facilitou o trajeto e que me valeu a alcunha de “padre da moto”. Gostava muito (e ainda gosto) da comunidade do Cintra, a tal ponto que, quando lia no jornal alguma ocorrência desabonadora praticada por pessoa da comunidade, doía-me o coração como se o faltoso fosse alguém consanguíneo meu. As missas dominicais no Cintra eram bem frequentadas e participadas, apesar dos precários recursos materiais e humanos, comuns na época, sobretudo numa comunidade iniciante e periférica. Algum tempo depois, passei a celebrar também nas primeiras sextas-feiras, à noite. Dos coroinhas, lembro-me de Remo Galeota, apenas no período de férias, porque era seminarista, filho do casal italiano Sr. Ernesto e Da. Filicina, que fixaram residência no Cintra.

Lembro-me também, e muito do coroinha Zé Maria, bem como de suas irmãs Niedja (dúvidas a respeito da grafia correta do nome) e Vicentina, um amor de crianças. Após a missa, íamos à casa de sua mãe, a comadre Ritinha, onde um café modesto, mas generoso, aplacava meu jejum absoluto. Às vezes, após o café, com estas crianças, saíamos para um pequeno passeio nos arredores mais próximos, não digo pelas ruas, porque as casas eram poucas e esparsas, mas por entre os lotes vagos, ainda cobertos de verdejante mato, sobretudo em época chuvosa.

Comadre Ritinha… Quanta admiração!… Quanta recordação!… Nem sei se a chamo de comadre Ritinha ou de comadre “Santinha”. Sou padrinho de um de seus filhos, o Francisco. Sua residência (creio que ainda subsiste), bem humilde como sua pessoa, localiza-se na esquina, à esquerda do final da Rua Nossa Senhora de Fátima, no fundo da atual sede, de que então ainda não existia, do 10º Batalhão de Infantaria.

Deus chamou muito cedo para junto de si a comadre Ritinha… A partir de então, meu dominical café da manhã mudou de endereço: a residência do Sr. Oscar e da Da. Ormésia (ou Ormesina?). Acolhiam-me sempre com muita generosidade e alegria. Sentia-me em casa. Residiam ao lado da igreja, onde ainda reside sua filha adotiva Lourdes. O fato de serem muito religiosos e de residirem bem próximos à igreja concorreu e favoreceu para que assumissem o ofício de chaveiros e zeladores da igreja. Com que dedicação, com que cuidado e com que assiduidade exerceram sua missão, quase diria vocação! Além do mais, o Sr. Oscar, funcionário da então EFCB (Estação Ferroviária Central do Brasil), entendia também, embora não fosse um profissional, de eletrônica, e dispunha destes seus conhecimentos para o funcionamento e a manutenção dos ainda primitivos aparelhos de comunicação da igreja.

Não quero e não devo omitir o trabalho do senhor Antônio Costa, tradicional morador do Cintra. Habilidoso pedreiro e competente Mestre de Obras, ele disponibilizou sua habilidade e sua competência, sobretudo na construção da nova e atual igreja, já que a antiga, muito exígua, não satisfazia à exuberância e à manifestação da fé do povo do Cintra. Começou, não me lembro em que data, a construção da nova igreja. Lembro-me, porém, que, por motivo de economia (devido aos minguados recursos financeiros), reduziram as dimensões da planta original. Lembro-me também de que, na oportunidade, não exatamente com estas palavras, mas com termos semelhantes, eu ponderei: “Vocês não deveriam ter feito isso; Montes Claros cresce vertiginosamente, e o Bairro do Cintra, como outros, acompanha este crescimento. Mais tarde ou mais cedo, talvez mais cedo que mais tarde, aqui será sede da Paróquia, e então, mais do que agora, necessitar-se-à de uma igreja bem ampla”. Não deu outra: antes de terminar a nova igreja, já cuidava de anexo para aumentar o seu espaço.

Outra pessoa que muito prestigiou a comunidade foi o Sr. José Ozório, também tradicional e benemérito morador do Cintra. Seu trabalho vem tendo continuidade através da fé ardorosa e praticante de seus descendentes. E outras tantas pessoas que a memória pode até relembrar, mas que o espaço limitado destas linhas não permite registrar. Oficialmente, a Paróquia Nossa Senhora da Consolação, com sede no Cintra, foi criada em 07 de setembro de 1966. Eu já não residia mais em Montes Claros, porque, em fevereiro deste mesmo ano, fui provisionado e empossado como pároco de São João da Ponte. E a história continua… Mais viçosa, mais pujante, mais brilhante continuam a história e a caminhada de fé da Paróquia Nossa Senhora da Consolação que celebra, jubilosa e vitoriosa, estes 50 anos de intensa e profícua atividade. Parabéns!!!  (Monsenhor Antônio Gonçalves da Rocha é vigário geral da Arquidiocese de Montes Claros. Escreveu este artigo por ocasião da celebração dos 50 anos da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, em 2016) 

SEDE PAROQUIAL:
Rua Alagoas, 335, Cintra
Montes Claros (MG)
39.400-387
(38) 3213-2112

Fotos:  Divulgação da Paróquia
Texto: João Renato Diniz / Jornalista

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros
Contatos: (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

Voz do Pastor

Dom José Alberto Moura, CSS

Arcebispo Emérito de Montes Claros (MG)

 

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