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PODER DO INFERNO

Jesus interroga os seus seguidores a respeito do que pensam sobre sua pessoa. Pedro respondeu ser Ele o Messias, ou seja, o Salvador da humanidade. Jesus dá o poder a esse apóstolo, designando-o a ser o chefe de sua Igreja. Diz em seguida que o poder do inferno não se sobreporá a seu rebanho  (Mateus 1,18). De fato, a Igreja do Filho de Deus é sustentada por Ele. As forças contrárias a ela, por mais poderosas aparentem ser, são muito limitadas para contrastar o amor divino.  O mal humano não tem a força do bem divino. Por isso, os que se colocam ao lado da ética, da moral, do amor e da justiça têm a sustentação daquele que criou a vida para vencer a morte. O dinheiro e tudo o que é material tem menos valor e força do que é valor espiritual e de conteúdo humano fundamentado no sobrenatural.

Para saber sobre o valor sobrenatural provindo do divino, basta ver os frutos de promoção da vida e da dignidade humana de quem realiza tudo para o bem real do semelhante.  Isso acontece dentro dos parâmetros éticos e iluminados pela revelação do Filho de Deus. Já na ordem natural encontramos pessoas de bem, que são profundamente altruístas e capazes de dar de si pela promoção da vida e da dignidade do ser humano. Em tudo procuram trabalhar pelo bem comum. São sinceras, de altivez de caráter, honestas e de retidão moral. A iluminação da vida com os valores religiosos e cristãos potencializam ainda mais as pessoas de bem. Tornam-nas  coerentes em seguir quem as lidera e garante que o caminho iluminado pela fé no Filho de Deus lhes dá base segura de seguirem na vida  pautados  por quem lhes dá segurança divina. Deste modo,  alcançam o termo feliz de sua caminhada terrena. Como consequência, cooperam com a convivência realmente humanizada e segura.

Quem vive a fé no Cristo não se amedronta com o desafio de quem vive contrariamente aos valores e propostas dele. Estes criticam e desmerecem a vida pautada pela justiça, pela dignidade da família cristã, pelo respeito aos deixados de lado do convívio social justo e solidário e pela vida defendida a partir da concepção. Não são capazes de canalizar os instintos em vista do seu encaminhamento para um ideal de vida pautado na dignidade do corpo e na promoção do bem comum.

O profeta Isaías lembra que Deus destituirá do cargo de liderança os que afrontam os valores de seus mandamentos  (Cf. Isaías 22,19). De fato, o valor de quem tem cargo de comando e o exerce com os critérios da justiça e da promoção do bem comum, deve ser encaminhado não só pela lei, mas também pela ética e o trabalho pelo bem de toda a comunidade. Isso é seguir os ditames de consciência bem formada com os critérios dos valores  inoculados na formação do bom caráter. Isso tem origem em Deus e é recompensado por Ele. Ao contrário, esse cargo desmoronará como o de muitos poderosos.

Se o governo ou reino humano não tiver inspiração  do Filho de Deus, certamente sucumbirá. O poder humano tem força enquanto usado com a inspiração divina.

José Alberto Moura, CSS -Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

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