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SETE HOMENS

A Igreja de Jesus é constituída por pessoas de diversas culturas, raças, origens, situações e vocações. Os apóstolos escolhidos por Ele, para dar suporte, orientação e continuidade à mesma Igreja, precisaram contar com pessoas que os ajudassem no serviço a todos (Cf. Atos 6,1-7). Eles não tinham condição de assistir a tudo e a todos. Vendo a necessidade de atendimento aos que não eram servidos à mesa dos alimentos materiais, escolheram sete homens de bom exemplo para os constituírem diáconos ou servidores dos mais necessitados dos cuidados materiais. Aliás, com a amplidão do serviço às inúmeras pessoas, comunidades, paróquias, associações, movimentos pastorais e outras organizações, a jerarquia da Igreja não é capaz de atender a todos. Por isso, conta com número infindável de leigos e leigas que são verdadeiros heróis da evangelização na missão da Igreja  para dentro e para fora de suas comunidades. O que dirá de seu serviço evangelizador na catequese e em todas as atividades pastorais e sociais da Igreja, no mundo da cultura, da saúde, assistência e justiça social!

Os diáconos deveriam, por sua vez, multiplicar-se na Igreja para darem de si na ajuda à promoção da justiça e da caridade na Igreja e na sociedade. Eles não são ordenados simplesmente para a ajuda na liturgia e sacramentalização.  Na prática da Igreja em “saída”, como fala o Papa Francisco, eles têm muito a servir na promoção da Pastoral da Família, que o mundo paganizado está massacrando sem limites. Eles têm a própria família. Podem e devem ensinar, com o conhecimento de causa, os valores humanos e cristãos da convivência familiar. Eles podem e devem ajudar na formação de leigos e leigas, que tanto precisam de embasamento contínuo no conhecimento e ensinamento da Palavra de Deus, na Liturgia, na promoção humana e na fé transformadora! Eles são profissionais e têm grande oportunidade de promover, nos diversos ambientes, a formação humano-cristã para a promoção da vida de fé e de verdadeira cidadania, com o embasamento ético e moral.

As esposas dos diáconos, e por que não também os filhos bem formados, podem dar bom suporte para que os diáconos exerçam bem seu ministério em bem do povo de Deus! As mulheres têm o dom especial da sensibilidade das necessidades do semelhante; muitas dão suporte indispensável às ações evangelizadoras e sociais da Igreja. As esposas dos diáconos, igualmente podem exercer essa missão, redobrando o efeito do ministério dos maridos diáconos. Já há filhos de diáconos que dão verdadeiro exemplo de vida cristã e apoiam os pais diáconos no exercício de seu ministério. Isso é de grande valor também para eles.

Como Igreja  servimos a sociedade, principalmente com a promoção dos valores éticos, humanos e cristãos, para a promoção da vida, do meio ambiente e da dignidade da pessoa humana, a partir da evangélica opção preferencial pelos empobrecidos, no seguimento e na imitação de Jesus. Pedro lembra a missão da Igreja: “Sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1 Pedro 2,9).

José Alberto Moura, CSS – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

 

 

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Dom José Alberto

Arcebispo de Montes Claros (MG)

 

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