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TRAJE DE FESTA

Na parábola a festa de casamento do filho do rei, Jesus narra sobre o convite aos amigos para participarem do mesmo.  Mas os convidados não compareceram. Até mataram os empregados que foram convidá-los.  Por isso, o rei se vingou, também matando aqueles assassinos. Em seguida, mandou convidar a todos que encontrassem,  bons ou não. Mas, vendo alguém na festa que não tinha o traje próprio, mandou que saísse e fosse embora (Mateus 22, 1-14).

Deus nos dá oportunidade de fazer parte de seus amigos, que ficam conhecendo sua proposta de vida, para vivermos no seu convívio de amor. Oferece-nos meios para nossa vida de sentido, com o direito de participar do banquete festivo de seu reino definitivo. Para isso, instrui-nos com seus ensinamentos. Oferece-nos meios naturais e sobrenaturais para nosso encaminhamento de vida com realização plena. Mas deixa-nos a liberdade. Podemos usar os dons ou talentos para a promoção de nosso bem e do bem comum. Porém, cobra-nos a desinstalação de nosso egoísmo. Podemos dizer sim ou não a Ele. No entanto, temos que assumir as consequências de nossas opções, conduzindo-nos no bem ou no mal. Através de quem Ele encarregou, somos instados a acolher sua proposta de participar de sua família na vida de fraternidade. Se usarmos bem nossa inteligência vamos treinar nossas capacidades para realizarmos sua vontade, que é a melhor para nós mesmos.

O profeta fala do convite de Deus para participarmos de seu banquete eterno feliz, onde será superado qualquer tipo de dor: “O Senhor eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces” (Isaías 25,8).  Mas Ele não obriga ninguém a aceitar seu convite.  Mas, quem pensa bem, analisa sobre o que é melhor: caminhar na ética, na justiça e na moderação e ganhar infinitamente mais, ou o contrário, trocar o mais pelo efêmero, vivido sem compromisso com a retidão moral, o respeito e a promoção do bem comum.

Se não se vive na dimensão e busca do bem eterno, já vale bastante a vida com altivez de caráter. Aliás, quem faz o bem aqui na terra com esse intuito, mesmo não tendo a graça da fé sobrenatural, Deus dá a graça natural para  alcançar o sobrenatural!

Quando nos deixamos conduzir pelo Pastor, que vai à frente, conduz-nos às boas “pastagens” e nos dá segurança de alcançá-las, teremos vida plenamente feliz. Ao contrário, caímos no abismo de nossos limites (Cf. Salmo22). Confiantes no Deus da vida, teremos o necessário para atingir o objetivo tão desejado da realização total de nossa vida, colocando o possível de nossa parte para conformarmos nosso caminho existencial com o proposto por Deus. Mesmo nas dificuldades encontramos ajuda daquele em quem “tudo posso”, como diz Paulo (Filipenses 4,13).

José Alberto Moura, CSS – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

 

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