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Pe. Alvimar celebra 21 anos de ordenação

No dia 29 de março, a comunidade Paroquial de São Pedro Apóstolo recebeu os convidados, amigos e paroquianos para celebrarem juntos os 21 anos de ordenação presbiteral de Padre Antônio Alvimar. Em sua homilia, o sacerdote falou sobre a importância da vocação e do serviço à Igreja. “Desde menino, aos 13 anos de idade, algo me inquietava a fazer algo pela Igreja”.  Padre Alvimar lembrou que também, celebrava naquele momento 21 anos de serviço na Universidade.  Quando procurou dom Geraldo para falar sobre seu ministério depois de ordenado, o pastor o orientou a continuar servindo também no campo intelectual.  Ao final da celebração, na ação de graças, Sônia Gomes, que cresceu junto com o padre, quando meninos ainda na comunidade do Cintra, leu uma mensagem, transcrita logo abaixo, e foi entregue a ele uma colcha de retalhos como sinal da representatividade que o padre tem na comunidade de origem e na vida das pessoas com quem conviveu desde criança.  Logo depois da Missa teve uma recepção para acolhimento de todos os participantes desse momento especial na vida do sacerdote, Antônio Alvimar, ali mesmo, ao lado da Matriz de São Pedro Apóstolo no baixo Morada do Parque.

Mensagem lida durante homenagem feita ao padre no final da Missa.

“Se ouvires a voz do vento, chamando sem cessar…A decisão é tua. este é um dos cantos que contribuiu para o seu discernimento vocacional….” (Trecho da Música vocação de Padre Zezinho)

Companheiro, Pe Antônio Alvimar, nesta caminhada de 21 anos de vida sacerdotal quero com carinho de uma amiga, trazer a ternura das comunidades, que são o retrato de sua história. Recordar este avançar de um menino sonhador do bairro Cintra, a um   peregrino neste sertão e vendo que com fé, se vence a jornada.

Com fé e coragem você a cada dia tem vencida a sua jornada, especialmente, porque quem te conhece sabe bem que você sente no peito as pancadas de cada amanhecer especialmente nestes anos de vida sacerdotal. Que mesmo com os açoites que levou em alguns momentos desta vida, não se negou a combater o seu projeto e sua vocação.

Não se nega a combater jamais, especialmente em estar próximo da sua família, com seus amigos/as, com os que amam a vida, sabe lidar com quem cuida das flores, sabe lidar com cura as feridas, sabe lidar com o homem e mulher do campo não perdeu as suas origens e nem distanciou do chão sagrado deste sertão norte mineiro, não deixou de sentir a alma do povo amado que também tem um carinho imenso por você nestas terras das gerais.

Nestas terras tão sofridas das gerais, onde você nestes anos de sacerdócio cantou junto ao povo a esperança sofrida, mesmo onde a justiça é traída você cantou e muitas vezes falou pela liberdade, onde o povo era perseguido e os direitos estavam escondidos, você falou fortemente e corajosamente.

Porque o seu canto, sua voz traz a firmeza de sua vocação.  E ao acreditar, nos ajuda também a crê que ainda há de vir o dia de ver este povo sofrido caminhando, sorrindo feliz, conduzindo uma imagem da Virgem Maria e uma faixa, cantando feliz eu confio em nosso senhor, com fé esperança e amor.

Você Tone, nos ensina a saudar a alegria, mesmo quando está sério, traz consigo o fruto desta luta insistente,  nos anima dizendo que é preciso se capacitar, preparar, abrir os olhos e os braços, manter-nos firmes de pé e com passos que possam avançar para o futuro.

Você onde passa incentiva a avançar para frente, sempre caminhando lado a lado com o povo, parece que em passos ensaiados, sabe fazer através da reza de um salmo novo, um jeito novo de rezar, você mostra Deus que caminha junto do povo, e faz o pequeno, o simples se sentir amado.

Em seu ministério, nos faz recordar Dom Romero, Dom Helder, Pedro e tantos outros que fizeram história junto ao povo. E te desafia a manter firme o seu testemunho, trazendo a vocação como tarefa de cada dia, pensando no povo, no pobre, no amanhã e na vida com direitos garantidos.

Você traz em sua vocação a sua história na mão, tem nos braços o poder, na mente a sabedoria que livra de muitas correntes que muitas vezes tenta te aprisionar. E você decididamente é um companheiro, um amigo que traz em sua vida, a ternura familiar da escuta, das longas histórias que compuseram e compõe a vida e trajetória de pessoas que passaram em sua vida.

E no dia de sua ordenação ao som da música Mistérios do Zé Vicente, você assumiu o ministério da ordem. Muitas coisas ainda eram mistérios meu amigo, mas você já conseguiu revelar alguns nestas andanças, outras ainda continuam e com certeza através da oração poderá ir descobrindo.

Você é aquilo que se vive e se prega, como você mesmo diz, quero repetir para você esta frase: ” A vida é uma grande colcha de retalho. Há cada dia costuramos pacientemente, cada pedaço de nossa existência”.

Nestes anos de entrega sacerdotal, foi e está sendo costurada esta colcha com linhas e costuras firmes, cores e tamanhos diferentes que são estas conquistas que tentei relatar, e sabemos um tecido completando o outro e as cores vão se harmonizando, e este é você uma colcha de com tantas qualidades e dons diferentes, formando este todo.

Por isto Tone, ao olhar estes 21 anos de sua entrega ao sacerdócio, tantos lugares e desafios que você enfrentou, é possível perceber que você soube se adaptar sendo você mesmo e não querendo ser igual a ninguém.  Deixou em cada lugar um pedacinho seu, com cores e costuras, tons, tecidos diferentes, esta é a beleza de sua pessoa porque cada pedacinho deixado, embeleza a vida de quem conviver com você, ficando um pouco do seu jeito, seus padrões, despertando em cada pessoa a descoberta para missão.

Mas o mais importante nisto tudo é que você nos ensina a cada um a ir costurando, uns com os outros, sem picuinhas, porque não há ninguém melhor que ninguém, isto faz esta colcha de sua vida realçar muito mais, a beleza de cada retalho, não sobrepondo a nada.

Você nunca se afrouxa, porque a sua base foi costurada, construída com muita solidez com linhas e agulhas certas  e mesmo nos momentos mais difíceis  você não se afrouxa fácil, para não soltar e perder a fio da costura iniciada, ai está a beleza desta sua visão de conjunto, buscando a unidade, onde cada um ao seu modo formam uma colcha da unidade da pluralidade.

Neste dia de agradecimento a Deus pela sua vida sacerdotal, queremos te dá esta colcha de retalho e juntamente com você vamos rezar pedindo a Deus e a nossa Senhora que te proteja e continue te ensinando a viver na diversidade a unidade em mais outros anos nesta sua caminhada, e que você possa levar continuar à levar esperança e continuar a construir elos de amor, amizade tendo sempre este coração e braços abertos para que de você se aproxima especialmente neste sertão das Gerais.

Lugar onde para muito tem a impressão de lugar sem oportunidades, de galhos secos, céu cinzento e árvores de raízes alheias. Mas através de você de sua missão você apresenta para nós o sertão lugar de fartura, de águas limpas e lugar de encontros de pertença de um povo ao seu lugar. Que você continue sendo firme como um grande Ipê, florescendo sempre onde te mandarem especialmente nos espaços onde pessoas que precisem de Força e Coragem que este seu lema possa florescer por muitos e muitos anos. ( Texto lido por Sônia Gomes de Oliveira – Paróquia Nossa Senhora da Consolação)

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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