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2º Padre é ordenado em Agosto

Ocorreu na manhã de sábado, 19 de agosto, a ordenação presbiteral de Pedro Henrique da Cruz que por imposição das mãos de Dom José Alberto Moura, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Montes Claros, se tornou sacerdote. Concelebrou a missa de ordenação do segundo padre no mês de agosto, Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo coadjutor e mais 51 sacerdotes da Arquidiocese. Alguns vieram de Paracatu, Diocese que pertence a Província Eclesiástica de Montes Claros. A matriz do Senhor do Bonfim em Bocaiuva ficou lotada de amigos, parentes e fiéis que testemunharam o “SIM” do jovem Pedro.

Abaixo, veja a entrevista feita com ele, antes de receber o Sacramento da Ordem, concedida à Revista Clarão do Norte da Arquidiocese de Montes Claros que você pode adquirir um exemplar nas Paróquias listadas em nosso site ou entrar em contato pelo telefone (38) 3222-9434 ou pelo e-mail: [email protected]

“Basta-te minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente” (2 Cor 12,9).
Aos 29 anos de idade, Pedro Henrique da Cruz também confirma seu sim. O único filho homem de Joaquim Augusto da Cruz e Fátima do Rosário Siqueira Cruz, Pedro conviveu com mais três irmãs na cidade natal de Bocaiuva-MG. Na infância, gostava de brincar de padre, celebrava missas, novenas, procissões, coroações. “Nessas brincadeiras tomavam parte minhas irmãs e vizinhos. Sempre com um oratório improvisado para Nossa Senhora, ia de casa em casa fazendo orações e novenas. Em suas férias costumava ir para o sítio da avó materna, onde passava a maior parte do tempo fazendo imagens de santos à margem do rio. Ali, às vezes, pescava.

Na adolescência focou em estudos e atividades de grupos de jovens e pastorais, de forma especial com o grupo de coroinhas da paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Bocaiuva, e com o Encontro de Adolescentes com Cristo-EAC.  Na juventude, às vésperas do vestibular, ocupou mais tempo com cursinhos e grupos de estudos. “Todavia, não deixei de lado as atividades pastorais que havia assumido na paróquia, como participar da União de Jovens do Sagrado Coração – Unijosc e da Pastoral do Batismo. Além disso, sempre gostei de cantar e, por isso, estava sempre engajado em algum ministério de música”.

Mas em meio a tudo isso, volta e meia falava sobre a possibilidade de ingressar no Seminário. Então, passou a fazer encontros vocacionais para o antigo Seminário Menor, mas percebeu que aquele não seria o momento mais adequado. Assim, decidiu estudar e disse: “Se for vontade de Deus”, meu coração vai me inquietar. E assim aconteceu. Foi aprovado em vários vestibulares, mas acabou optando pelo curso que desde a 4ª série desejava fazer. Enquanto cursava licenciatura em História pela Universidade Estadual de Montes Claros, passou a lecionar na rede estadual e particular, onde permaneceu durante quatro anos. Nesse tempo, viveu outras experiências profissionais, embora em momento algum tenha se afastado da sala de aula. “Sentia-me bem no exercício do magistério”.

Contudo, a experiência profissional e os namoros, não foram suficientes para abafar o chamado de Deus em sua vida. No ano em que estava concluindo a graduação decidiu que era a hora de tomar uma decisão.  “Eu sabia o que isso significava. Por essa razão, recomecei a fazer os encontros vocacionais sem que ninguém soubesse para que “outras vozes” não abafassem o chamado de Deus ou minha resposta a esse chamado”. Assim, na semana em que se formou, comunicou aos pais sua decisão de ingressar no Seminário no final do mês seguinte.

Perguntei se algum padre o teria influenciado para tal decisão: “Durante a infância, quando falava em ser padre – ou mesmo quando as pessoas falavam isso comigo – eu não tinha nenhum sacerdote determinado como referência, até porque, até o momento em que “pedi” para ser coroinha, eu não tinha nenhum contato com padres. Foi só a partir daí que comecei a conviver mais de perto com o Monsenhor Rocha. Mais tarde, tive contatos com um seminarista que também era de Bocaiúva (Pe. Fernando Andrade) que, com muito carisma, deu-me a impressão de amar verdadeiramente a experiência que fazia e a resposta que já vinda dando. Fiquei muito entusiasmado e desejei, de forma ainda mais ardente, viver esta experiência”.

Como lema presbiteral escolheu: “Basta-te minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente” (2 Cor 12,9) e explicou: “Acredito que não “escolhemos” um lema, mas nos identificamos com ele a partir da nossa história pessoal. Em vários momentos de oração e reflexão me questionei o que eu poderia oferecer a Deus enquanto presbítero, haja vista as muitas fragilidades que trazemos em nós. É preciso reconhecer a própria fraqueza, para que ela venha se tornar lugar da manifestação eficaz da graça. Então, tenho feito a cada dia a experiência de me abandonar à graça de Deus, pois só ela nos basta; só ela é capaz de operar tão grandes feitos por meio de instrumento tão fraco e limitado”.

Ao ser perguntado sobre a dificuldade de seguir a vocação nos dias de hoje, sabiamente respondeu: “Cada tempo apresenta seus desafios e dificuldades. Deste modo, dar uma resposta positiva à vocação sacerdotal não pode ser mera aventura, mas uma determinada decisão de vida. Se assim não for, tudo se tornará mais difícil”.

E para aqueles que querem fazer o encontro vocacional diz: “Na dúvida, aposte! As dúvidas, receios e inseguranças fazem parte do maravilhoso processo de descoberta e amadurecimento. Elas existirão sempre, mas de modo cada vez menos latente quando se tem certeza de que está no lugar certo. Mas só se pode ter essa certeza quando arriscamos. É preciso fazer a experiência”.

“O exercício do ministério é uma oportunidade de se crescer em humanidade e comunhão com Deus. Espero, com a ajuda de Deus, permanecer na Sua graça para que meu ministério possa ser frutuoso para a nossa igreja particular e para todo o povo de Deus” é o que deseja o padre Pedro Henrique da Cruz.

Foto: Classe A Studio

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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