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Arcebispo de Montes Claros abençoou a Igreja de Nossa Senhora dos Claríssimos Montes

Quando a construção de uma igreja chega ao fim, a celebração que marca a vida dela tem o nome de “dedicação”, que pode ser traduzida como consagração, sagração ou inauguração. O termo, normalmente, mais usado é “dedicação”, toda igreja é dedicada por excelência à Santíssima Trindade, a Nosso Senhor Jesus Cristo e seus títulos; ao Espírito Santo, a Santíssima Virgem, aos Santos Anjos, aos santos inscritos no Martirológio Romano. Na dedicação da igreja, o rito é belíssimo e muito rico de significados.

No quarto domingo da Quaresma, chamado também de domingo da Alegria, dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo metropolitano, presidiu a celebração de “Dedicação e Benção da Igreja Nossa Senhora dos Claríssimos Montes” dos Arautos do Evangelho, em Montes Claros. Na manhã do dia 31 de março, os fiéis lotaram o templo, que começou a ser construído há quatro anos, no dia 22/03/2015, sob os altos montes de um terreno, na altura do KM 5 da estrada da produção.

Durante a homilia, orientado pelo texto Sagrado de Lucas 15, 1-3. 11-32, que relata sobre o “Filho Pródigo”, o pastor da Igreja Particular de Montes Claros, falou sobre a misericórdia do Pai e disse que “Jesus é a misericórdia do Pai, atuando na história”. Destacou a importância do amor filial e fraternal. E convocou a todos, a promoverem a comunhão fraterna para que todos os irmãos tenham a experiência de voltar ao “Pai”, para que seja celebrada a “alegria do encontro”.

Depois de cumprir os ritos propostos para a celebração, entre eles: a aspersão da água benta, a unção do altar, a incensação, a deposição das relíquias no altar, a iluminação e claro, o rito da Palavra e da Eucaristia, padre Guerra, tomado de emoção, agradeceu a todos. Enfatizou que aquele dia – domingo da alegria – foi realmente propício para a realização da celebração. Afirmou que a Igreja é a casa de Deus e Porta do Céu, e que naquele momento, onde a alegria tomava-lhe o coração, restava-lhe a missão de agradecer a cada um que contribuiu para que aquele momento pudesse ser celebrado. “Ser Arauto é trazer a alegria e a felicidade ao coração. E essa felicidade, deve ser espalhada como luz”, finalizou o sacerdote dos Arautos.

As 17 relíquias depositadas sob o Altar da Igreja de Nossa Senhora dos Claríssimos Montes  foram do Papa São Pio X, Papa São Gregório VII, São Luiz Maria G. Monfort, São Bernardo de Claraval, São Domingos de Gusmão, São Clemente Maria Hofhauer, Santo Inácio de Loyola, São João Bosco, São Francisco de Assis, São Francisco de Sales, São Caetano de Etiene, São Lourenço Mártir, São Cirilo, Santo Antônio de Santana Galvão, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Bernadete Soubirous, Beato Francisco Palau.

O que é o rito de dedicação de uma igreja? A celebração de dedicação marca a vida de uma Igreja. Desde os primórdios, Deus se comunicou com o homem de diversas maneiras. Hoje, nós temos a igreja para nos reunirmos, para escutarmos a Palavra; antes, no entanto, o povo realizava seus sacrifícios e orações no deserto e em tendas. Com a vinda de Jesus Cristo, a ideia de casa de Deus, de templo, não diz respeito apenas a um edifício, mas a pessoas que formam uma comunidade, uma ecclesia, uma assembleia. No início da Igreja, os apóstolos se reuniam nas casas para rezar. Com o tempo, a Igreja foi crescendo e houve a necessidade de um templo. No fim do século I, eram edifícios denominados “Casa de Assembleia”; no século II, “Casa de Deus”, estes últimos normalmente foram edifícios de poderosos, que se convertiam e doavam esses edifícios para a Igreja. Isso é bem identificado por volta do ano 300 d.C, quando Constantino recebeu a evangelização de sua mãe Santa Helena. Esses espaços e outros construídos passaram a ser oficialmente os locais de oração, do culto eucarístico, da pregação da Palavra, local onde se cultivava a fé. Esse local é a igreja; ela era e é o local de encontro. Assim como no Antigo Testamento, Deus se manifestava na tenda ou no próprio templo, a Igreja acredita e celebra a presença de Deus também no templo, a igreja.

Parte por parte: Com muito significado, a água aspergida logo no início é um clamor para que todo local seja purificado, lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar, é um rito penitencial, por isso não há o ato penitencial como de costume. As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor do qual todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2,15).

O incenso, a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao Pai. Desde os primeiros séculos, celebrava-se nas catacumbas sobre as relíquias dos mártires, os santos que deram a vida por amor a Jesus Cristo; assim, a deposição das relíquias no altar, hoje não mais exigido que seja de um mártir, nos recorda a doação, a entrega dos santos como resposta ao amor divino. A iluminação: Cristo é a Luz que ilumina, a Luz por excelência que nos tirou da escuridão, por Ele somos iluminados, por Ele também iluminaremos onde chegarmos, levando a luz que é Cristo.  Por fim, o rito de dedicação de uma igreja diz muito da nossa fé, é uma celebração que se deve viver com muita piedade e atenção. E cada vez que entrarmos numa igreja, tenhamos o devido respeito, amor por cada espaço daquele local, é um local sagrado, onde Deus manifesta a Sua glória e misericórdia, um local de encontro com o Pai por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo, lugar de falar e de ouvir a Deus, lugar de celebrar, de pedir, de dar graças por tantos benefícios vindos do Alto. Naquela igreja ou capela que frequentamos, seremos agraciados por Deus e cheios d’Ele voltemos para casa, para o trabalho, para transbordar o Seu amor. (Fonte: Formação Canção Nova)

***Todas as fotos desse momento, podem ser conferidas na fanpage da Arquidiocese de Montes Claros 

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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