Notícias

Arquidiocese mobiliza jovens para “O caminho das 7 Igrejas” que será realizado neste domingo, 7 de abril

A Arquidiocese de Montes Claros, vai realizar pela primeira vez, o “Caminho das 7 Igrejas”. Trata-se de uma peregrinação por meio de uma caminhada penitencial em preparação à Semana Santa. A concentração acontecerá logo cedo, às 5h, na Igreja Matriz de São João Batista, no bairro Alto São João. Às 5h30 haverá a missa presidida pelo arcebispo metropolitano, dom João Justino de Medeiros Silva. Em seguida, os fiéis se colocarão em caminhada rumo às Igrejas de: São José (bairro São José), Santuário Bom Jesus (Rua Belo Horizonte), Capela Nossa Senhora Medianeira (Círculo Operário), Igreja Senhor do Bonfim (Morrinhos), Igreja Nossa Senhora Aparecida (Catedral) e por fim, encerrando com benção de todos os padres presentes, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José (Praça do Centro Cultural).

Por ocasião no Ano Arquidiocesano das Juventudes, a proposta inicial é mobilizar o maior número de jovens para participar desse momento penitencial. Em cada parada, eles serão motivados e direcionados por padres e leigos. Sempre com uma reflexão, a proposta é fazer com que os jovens se sintam envolvidos durante toda a programação. O percurso a ser percorrido será de 12km. Porém, com as paradas previstas pela organização do evento, a equipe estima que por volta de meio dia, a caminhada seja encerrada.

A peregrinação é um ato revestido de sacralidade. Este costume de peregrinar a lugares santos é antiquíssimo e está presente, praticamente, em todas as religiões. Jesus fez três grandes peregrinações iniciou na Galileia e concluiu em Jerusalém, onde entregou a sua vida ao Pai, no sacrifício da cruz, e ressuscitou vitorioso no terceiro dia. As peregrinações, ou romarias, podem ser feitas individualmente, porém, quase sempre são feitas em grupos que se reúnem, se preparam, se põem a caminho quais peregrinos do céu, em busca de conversão, de louvor e de satisfação.

Também a arquidiocese de Montes Claros quis participar desta movimentação eclesial, no simbolismo forte do que significa deslocar-se, às vezes com sacrifício, para buscar, também desta maneira, forças e bênçãos no itinerário para Deus. A caminhada é uma forma de fortalecer a comunhão e a inserção dos jovens nesse tempo quaresmal nas atividades religiosas. A origem se dá por meio de São Felipe Neri, presbítero italiano de origem florentina que viveu em meados do século VXI. Dom João Justino, por fazer essa experiência em Roma e também em Juiz de Fora, quis trazer para a arquidiocese e propor aos jovens esse desafio neste ano, dedicado às juventudes.

Para fazer uma boa peregrinação, alguns cuidados são importantes e cada peregrino deve levar seu kit:

  • Lanche (que um dado momento será partilhado)
  • Água (sua garrafinha)
  • Bíblia
  • Terço
  • Boné/ chapéu /sombrinha e ou filtro solar para se proteger do sol
  • Usar roupas confortáveis e tênis para a caminhada
  • Lenço ou uma toalhinha para secar o suor

CURIOSIDADE: O Caminho de São Felipe Neri, também conhecida como a “Peregrinação das 7 Igrejas” representa uma das principais expressões de fé dos peregrinos que visitam Roma. Uma espécie de esboço da Peregrinação das Sete Igrejas já era praticada em Roma. No período medieval muitos peregrinos romanos visitavam os túmulos de Pedro e Paulo. Esta antiga tradição, foi então revivida pelo presbítero italiano de origem florentina, que viveu em meados do século XVI. São Felipe Neri, um pouco travesso, conhecido também como “o Santo da alegria” ou o “bobo de Deus”.  Com ele, a retomada desta peregrinação engrenou. Das poucas dezenas de fiéis que seguiam o frade nos primeiros anos, logo aumentou para centenas de pessoas. A Peregrinação das 7 igrejas teve o seu pico no pontificado de Pio IV. Alguns relatos narram que seus seguidores eram mais 6000, certamente um verdadeiro sucesso.

O CAMINHO DE SÃO FELIPE NERI: No caminho desenhado por São Felipe Neri, era dividido em dois dias de peregrinação. Jovens aventureiros armados de boa vontade tinham que atravessar os portões sagrados das basílicas de São João de Latrão, São Pedro no Vaticano, São Paulo Extramuros e Santa Maria Maior, que formam as quatro basílicas papais maiores. Para concluir a peregrinação, foram incluídas outras três igrejas, sempre muito belas e de certo modo importantes: São Sebastião Extramuros, Santa Cruz em Jerusalém e São Lourenço Extramuros. O primeiro dia (quarta-feira de cinzas ) o frade liderou os seus seguidores, partindo de Santa Maria em Valicella, para a Basílica de São Pedro, parando, então, no hospital de Santo Espírito. Enquanto no segundo dia, “sebo nas canelas”. Os peregrinos, a partir da Basílica de São Paulo tinham que visitar outras seis basílicas, concluindo a Santa Maria Maior, onde entoavam o “Salve Rainha”. Esta tradição ainda é em uso hoje em dia.

 A PEREGRINAÇÃO DAS 7 IGREJAS DOS NOSSOS TEMPOS: Não mudou muito, exceto que o itinerário antes dividido em dois dias, hoje é articulado tudo em uma única uma noite. Portanto, o itinerário é longo e muito cansativo, mas o espírito e o desejo nos olhos dos muitos peregrinos que a cada ano se reúnem às sete horas na Basílica de Santa Maria em Vallicella para ouvir a missa e depois sair, é a prova que com um pouco de boa vontade o caminho é percorrível. (Fonte: Roma Peregrina)

 __________________________________________________________________

***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected] 

Artigos de Dom João Justino

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

Luz para os Meus Passos

AGENDA

SuMoTuWeThFrSa
 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

 
 « ‹dez 2021› » 

REVISTA

 

ENQUETE

No ano em que realizaremos a IV AAP (Assembleia Arquidiocesana de Pastoral) a Diocese de Montes Claros comemora quantos anos de criação?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...