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Artigo: “Mãe: expressão do cuidado de Deus”

Fonte: Cathopic

Muitos de nós crescemos ouvindo e cantando a belíssima canção do Pe. Zezinho, “Maria de Nazaré”. Especificamente, no trecho: “Maria que fez o Cristo falar. Maria que fez Jesus caminhar”, de um jeito bem terno, soube ele nos deslumbrar com a maternidade de Nossa Senhora, ao indicar que o Filho de Deus esteve sob os seus cuidados. Ao cantá-lo, logo somos conduzidos pelo nosso imaginário ao ambiente familiar de Nazaré, onde a Mãe ensinou seu pequeno Filho chamar Deus de “Abbá” – Pai e, tomando-o pelas mãos, o ensinou a dar os seus primeiros passos, acudindo-o cuidadosamente em suas quedas. O amor de mãe é, pois, um ícone do zelo que teve Maria e uma verdadeira expressão do amor e do cuidado de Deus: “Sião vinha dizendo: ‘O SENHOR me abandonou, o SENHOR esqueceu-se de mim!’. Pode uma mulher esquecer-se de seu filhinho, a ponto de não compadecer-se do filho de suas entranhas? Mesmo que ela se esquecesse, eu, contudo, não me esquecerei de ti!” (Is 49,14-15). Eis o Senhor comparando o seu amor ao de uma mãe.

Tudo isso só é possível porque ser mãe não é apenas colocar um filho no mundo, mas cuidar, proteger. É ser aquela que está sempre atenta aos seus, sendo poderoso auxílio para que eles façam as melhores escolhas ao longo da vida. Ainda que tomem um rumo diferente do que foi ensinado, estará sempre disposta a acolhê-los, afinal, são seus filhos. Logo, as mães não só ensinam aos filhos suas primeiras orações antes de dormir… o Sinal da Cruz na porta da igreja… chamar “Papai e Mãezinha do Céu”…, mas, sobretudo, colocar em prática o que rezam em seu coração.

Ao comemorarmos o dia das Mães, devemos olhar para estas mulheres que, de bom grado, se gastam pelos filhos e esposos. Vale a pena observarmos o quanto se sacrificam, o quanto são mulheres que se desdobram para dar conta do seu trabalho cotidiano sem se esquecer de que suas famílias precisam do seu amor, cuidado, atenção e afeto. Como bem disse o Papa Francisco numa Catequese sobre as mães, no dia 07 de janeiro de 2015: “Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral. […]. Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo. E a Igreja é mãe, com tudo isso, é nossa mãe! Nós não somos órfãos, temos uma mãe! Nossa Senhora, a mãe Igreja e a nossa mãe. Não somos órfãos, somos filhos da Igreja, somos filhos de Nossa Senhora e somos filhos das nossas mães”.

Agradeçamos, pois, a Deus, pelo dom da maternidade. Agradeçamos às mães por aquilo que são em nossas famílias, na sociedade, na Igreja e no mundo. Rezemos por elas suplicando que o Senhor as proteja e continue as abençoando por esse amor único que é o que mais se aproxima do amor de Deus.

Equipe Arquidiocese em Missão
Arquidiocese de Montes Claros

 

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