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A Arquidiocese e a cidade de Montes Claros

Na celebração dos 164 anos de emancipação do município de Montes Claros, pus-me a pensar sobre as muitas contribuições da Igreja Católica para o desenvolvimento da cidade. Na exiguidade desse pequeno artigo, há espaço para identificar algumas dessas contribuições.

A Santa Casa é uma delas. Essa instituição está para completar, no próximo mês de setembro, 150 anos de ininterrupto serviço à saúde para os cidadãos de Montes Claros, do Norte de Minas e do sul da Bahia. A Irmandade Nossa Senhora das Mercês, fundada quando o recém criado município de Montes Claros ainda pertencia à então Diocese de Diamantina, até os dias de hoje se mantém comprometida em oferecer os melhores serviços aos usuários de todos os setores da Santa Casa. Nas figuras da Irmã Beata e da Irmã Veerle, registramos a memória de um incontável número de médicos, enfermeiros, voluntários e benfeitores que ofereceram o melhor de si nesta “santa causa”. É a fé posta a serviço da vida.

Pelo compromisso com a educação, a Igreja também fez sua contribuição significativa na história da cidade. Entre outros, as Irmãs do Sagrado Coração de Maria, com o centenário Colégio Berlaar Imaculada Conceição, a extinta Escola Apostólica dos Padres Premonstratenses, o sexagenário Colégio Marista São José, o Seminário Nossa Senhora Medianeira, já fechado e o Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. Também o empenho pela educação da parte das Irmãs Filhas de Jesus, bem como da Companhia de Jesus e dos Arautos do Evangelho. Essas instituições, em apoio às famílias, foram e são espaços de esmerada educação e formam cidadãos que se destacam pelo profissionalismo e em tantas importantes causas, seja em Montes Claros, seja em outras partes do Brasil.

O povo católico também edificou templos que marcam a identidade do município, tais como a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José, a capela dos Morrinhos, a Catedral Metropolitana e o chamado Santuário Bom Jesus, para falar das mais antigas construções. Inclua-se o Palácio Santa Cruz, conhecido como Palácio dos Bispos, na Praça Doutor Chaves. Em todo município, hoje, são mais de 200 igrejas e capelas.

Uma longa lista precisaria ser acrescentada para falar da contribuição da Igreja Católica à sociedade montesclarense nesses 164 anos. Louvado seja Deus pelo incontável número de leigos e leigas, religiosos e religiosas, padres e diáconos que serviram e servem as comunidades, oferecendo o ouro da nossa fé: o Evangelho de Jesus Cristo. Além do específico cuidado com a fé e com a vida dos seus membros, a Igreja local tem inúmeros serviços de pastoral social para atender quaisquer pessoas necessitadas. A título de exemplo, a presença da pastoral carcerária nos presídios locais, da pastoral da criança, da pastoral do menor, da pastoral da pessoa idosa, o serviço incansável da Sociedade de São Vicente de Paulo… Diversas instituições, entre as quais o Lar Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ainda conhecido como Orfanato, desdobram seu compromisso de fé pelo cuidado com os mais pobres e vulneráveis.

Registre-se, também, os bispos, meus antecessores, que empregaram suas energias para fazer da Arquidiocese de Montes Claros uma Igreja servidora do Reino de Deus. Nessa perspectiva, ao celebrar a IV Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, renovo o compromisso de diálogo e de serviço ao povo de Montes Claros.

+ João Justino de Medeiros Silva

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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