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Ato nacional contra a violência no campo

 

Nesta sexta-feira, 19, a partir das 14 horas, o MST realiza um Ato Nacional Contra a Violência do Latifúndio e do Agronegócio e por Diretas Já, na Praça Central de Capitão Enéas, Norte de Minas Gerais. A atividade é organizada em parceira com diversas organizações do campo e da cidade, como a CPT, a CUT, além da presença do Ministério Público, Defensoria Pública, Mesa de Conflitos Agrários do estado, da Associação de Juízes pela Democracia e deputados estaduais.

O município de Capitão Enéas foi escolhido para sediar o Ato por ter sido palco de um atentado contra os Sem Terra, no dia 9 de abril. Na ocasião, Leonardo Andrade, sócio do ex-prefeito de Montes Claros, Rui Muniz, recebeu as famílias para uma reunião com uma emboscada, deixou três pessoas baleadas e sete feridas. Entre os atingidos estava uma criança de doze anos, que levou um tiro de raspão no rosto.

As famílias do acampamento Alvimar Ribeiro, localizado na Fazenda Norte América, de propriedade de Leonardo Andrade, contam que desde então a sede está cercada por capangas e que as ameaças são diárias.

A violência está ligada à corrupção: O professor de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo), Ariovaldo Umbelino, afirmou recentemente que “morreu mais gente em conflitos de terra do que em todas as guerras que o Brasil participou”.

Ele prevê que os conflitos e a violência aumentem cada vez mais, como sugerem os dados de 2016, no Caderno de Conflitos no Campo da Comissão Pastoral da Terra (CPT). “Os assassinatos cresceram bravamente, saindo em torno de 26 ou 27 trabalhadores assassinados em 2005 para no ano passado 61 trabalhadores. E 61 é mais do que um trabalhador assassinado por semana, e vocês não ficam sabendo de nada, porque a tevê brasileira não divulga”, comentou ele. Já em 2017 há registros da CPT de 25 assassinatos em decorrência dos conflitos agrários no Brasil e outros seis estão sob investigação.

As direções dos movimentos do campo têm reiterado constantemente a denuncia sobre a impunidade dos casos. Para elas, o crescimento dos números está diretamente relacionado à sensação de impunidade provocada pela instabilidade política no Brasil. “Com as recentes denuncias sobre Michel Temer e Aécio Neves se faz urgente a retomada da democracia, através de eleições diretas, para que o Estado de Direito se reconstitua e possamos frear a violência que se propaga no campo”, ressaltou Ester Hoffmann, da Direção Nacional do MST.

Programação: A programação esta organizada em três momentos. Inicialmente serão discutidos os crimes cometidos por ruralistas como o que houve em Colniza (MT) há cerca de um mês, quando pistoleiros torturaram e mataram nove trabalhadores rurais; a Chacina de Unaí (MG), o Massacre Felisburgo (MG), o recente assassinato do assentado Gouveia, em Governador Valadares (MG) e a emboscada ocorrida em Capitão Enéas.

Outros casos como o massacre dos Gamela e os ataques contra o povo Xacriabá, em Itacarambi (MG), também estarão em debate. Em seguida representantes do governo e de instituições jurídicas se posicionarão sobre os casos. O encerramento será prestigiado com intervenções artísticas de Paco Paco e Raparigas, Cassio Reny e Zé Kakila, Pereira da Viola e o Grupo Cabaré.

Fonte: Ascom MST

 

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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