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Autoconhecimento: Tiremos as máscaras

Na jornada do autoconhecimento é fundamental entender nossos comportamentos e ações e refletir sobre o que nos impede de sermos melhores pessoas. Um destes pontos que trava nosso desenvolvimento são as máscaras que utilizamos. Máscara é uma forma de “esconder” um defeito, uma intenção, um comportamento; pode vir sobre a forma de uma aparente característica pessoal ou revestida de um jeito de agir na frente de uma pessoa e se comportar de outra forma pelas costas. Pode-se ter várias máscaras, e quando isto impede a transparência, o diálogo aberto e franco, pode levar uma organização ou um grupo a uma sensação de “paz mentirosa”. As pessoas não conseguem se expressar, no entanto nos pequenos grupos informais são capazes de “detonar” pessoas e a própria organização. Quando se têm medo de expressar o que se pensa ou sente, quando tem omissão, falta maturidade para crescer e se desenvolver. Tem aquela máscara que a pessoa se mostra forte para esconder sua fraqueza, outra que a pessoa se mostra “boazinha demais” para conseguir o apoio aos seus interesses, outros não conseguem dizer “não” mas fazem diferente ou nem se comprometem com o “sim” pronunciado. Enfim, todos temos nossas máscaras. Quais as máscaras que podem estar te impedindo de ser melhor?

O itinerário do autoconhecimento é identificar as máscaras e ter a coragem de aceitar e trabalhar para tirá-las. É hora de tirar nossas máscaras! Na experiência bíblica vemos como Deus “ama a sinceridade de coração”, assim na nossa própria relação com Deus através da oração temos que nos relacionar de modo sincero e íntegro. Um dos instrumentos que pode ajudar nesta jornada do autoconhecimento para “tirar as máscaras” é a janela de Johari. A Janela de Johari é uma ferramenta conceitual, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955, que tem como objetivo auxiliar no entendimento da comunicação interpessoal e nos relacionamentos com um grupo. Segue a Janela de Johari e como entendê-la:

“Eu aberto”: Mostra o que conhecemos de nos mesmos e dos outros. Aqui se percebe uma maior autenticidade, e a tendência é que nessa posição você não use mais tantas máscaras, pois se conhece e, também é conhecido pelos outros. Pode indicar uma pessoa mais aberta ao diálogo e a receber feedbacks, o que propicia ainda mais seu crescimento pessoal.

“Eu cego”: Diz do quanto não conhecemos de nós mesmos, mas que os outros conhecem. As vezes agimos inconscientemente sobre algo, mas que é percebido pelos outros. Nesse estágio, receber feedbacks pode ser muito importante para promover esse autoconhecimento.

“Eu secreto”: É o que conhecemos de nós mesmos, mas que não temos coragem de revelar. Seja pelo receio de recebermos feedbacks que não gostaríamos, ou julgamentos sobre nossas ações, pensamentos, etc. Aqui, pode se pensar sobre o que te leva a esse receio de ser julgado? Será se você se aceita e se ama como é? Aqui encontramos a parte desconhecida por nós e pelos outros. Como por exemplo, nessa área podem estar depositadas nossas motivações inconscientes, nossas habilidades ainda não descobertas. Já pensou quantos tesouros ainda não explorados podem ter dentro de você?!

E só uma última dica: não importa em que quadrante você se encontre, o importante é ter a coragem de olhar para dentro de si, seja através de um profissional, de si mesmo, ou das pessoas com quem convive. Só assim poderá alcançar a joia rara: o tesouro guardado em seu interior. Afinal de contas, o criador te fez único, irrepetível e belo, e as máscaras podem estar encobrindo sua beleza! Tire-as e deixe ser aquilo que você é!!

Texto de Gregório Ventura e Eliane Ventura

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Dom João Justino

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