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Cáritas diocesana sai em defesa do Rio São Francisco em Januária

Risco de contaminação do Rio São Francisco por mineração, decorrente da tragédia criminosa provocada pela mineradora Vale, em Brumadinho, mobiliza januarense

Tendo em vista a tragédia criminosa provocada pela Vale em Brumadinho, e, ainda considerando o iminente risco de contaminação do Rio São Francisco, além de consideráveis prejuízos ao meio ambiente, foi realizada, em caráter de urgência, uma reunião com a Diretoria da Cáritas Diocesana de Januária.

O encontro aconteceu no Salão da Mitra Diocesana, quarta-feira (30) e teve como objetivo, tratar de assuntos relacionados ao atual contexto de insegurança que paira sobre o norte de Minas, mais precisamente sobre a bacia do Velho Chico.  A reunião que foi longa e que teve maior envolvimento dos participantes, contou com a presença de integrantes da sociedade civil e de cidades circunvizinhas, incluindo representantes de instituições educacionais, entidades religiosas, ambientais e afins.

Na oportunidade, após as apresentações iniciais, o momento foi conduzido por meio de reflexões, em contexto histórico e global, acerca dos impactos que as privatizações de estatais acarretam na vida das pessoas e ao meio ambiente, entre as quais a Vale tem se destacado, negativamente, provocando um cenário de destruição e sofrimento para muitas famílias.   Para fomentar a discussão, foi apresentado o documentário: Privatizações, a distopia do capital, seguido de uma explanação, a respeito dos dados coletados por Agências Fiscalizadores, sobre a atual situação das barragens no Brasil.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, há no Brasil, um total  de 24.092 barragens, sendo que, em 2017, apenas  780 delas foram fiscalizadas, o que correspondem  a 3% do total. Dentre as barragens fiscalizadas, é assombroso o número das que apresentam riscos. Documento elaborado pela  Agência Nacional das Águas (ANA) revela que 723 barragens são classificadas como “de alto risco”, sendo que boa parte delas estão em Minas Gerais.

Um ponto que nos chama muito a atenção, é que a barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), não foi classificada como crítica pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Segundo especialistas, tais barragens têm finalidades distintas, desde irrigação à exploração hidrelétrica, abastecimento, uso animal, aquicultura, contenção de resíduos minerais e resíduos industriais.

Após a socialização das informações, foi dado espaço para que cada um manifestasse a sua indignação e fizesse contribuições para as futuras ações a serem executadas, em curto, médio e longo prazo, sendo que a primeira atividade do grupo é a elaboração de uma Carta Pública de repúdio e pedido de reparo, imediato, dos danos causados ao meio ambiente e, sobretudo, a contenção da contaminação do Rio São Francisco.

O momento é de mobilização e todos estão convidados a participar desta causa que também é sua.
#pelosãofranciscovivo

Januária, 31 de janeiro 2019

Informações e fotos: Pascom Diocese de Januária

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros (38) 99905-1346 (38) 9 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

 

 

 

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