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Casa da Sinodalidade!

Uma celebração extensa, mas de uma liturgia profunda e muito bonita! Foi assim a celebração de quase três horas da igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, localizada no bairro Canelas, rua do Pequizeiro, 48 pertencente à paróquia de São Judas Tadeu em Montes Claros.

Uma comunidade em festa – em meio a realização da 14ª festa de Nossa Senhora da Boa Viagem os fiéis comemoram um sonho – celebrar o dia da padroeira dentro do templo totalmente finalizado. Os festejos seguem até dia 18 de agosto, mas foi na noite de quinta-feira (15) que aconteceu a cerimônia de dedicação da única igreja dedicada à Nossa Senhora da Boa Viagem da arquidiocese. Presidiu a cerimônia, o arcebispo metropolitano, dom João Justino de Medeiros Silva.

Depois de saudar os padres (Brigido Lima, Fernando Soares, Valdomiro Soares Machado, Gledson de Miranda Assis), os diáconos (Francisco David, Paulo do Nascimento) e os fiéis que estavam na igreja sob o patrocínio de Nossa Senhora da Boa Viagem, exclamou dom João Justino: “No coração de quem sonhou e participou desse sonho, essa celebração de dedicação torna-se o momento de ação de graças. Uma gratidão emocionada, com certeza para construir um belo templo como este, muito esforço foi necessário”. À luz dos textos bíblicos que nortearam a liturgia da noite, o arcebispo lembrou que um templo para ser sólido, precisa estar construído sobre um bom alicerce. Porém, alertou: “A Igreja que Cristo fala, não é, em primeiro lugar, o templo, se não a comunidade eclesial. Orientou que a pedra que sustenta essa Igreja de Cristo é a palavra. “Sem a palavra de Deus, corremos o risco de querer que nossa palavra seja mais importante”.  Continuou dom Justino sua homilia que foi uma verdadeira catequese de vida e comunhão em comunidade. “A Igreja de Cristo é a igreja do pão vivo, da eucaristia, do Corpo de Cristo”. Explicou sobre a consagração da mesa em altar.  “Depois de consagrado, é no altar que o Senhor se faz alimento para nós”. Indicou uma atenção especial sobre o cuidado e o zelo com o altar sagrado “Não é aparador, é o altar de Cristo – onde pela ação do Espírito Santo, pão e vinho se tornam Corpo e Sangue de Cristo que foi imolado por nós”.

Desejou que a igreja dedicada à Nossa Senhora da Boa Viagem seja também a casa da sinodalidade, lugar santo para congregar o povo de Deus, a assembleia reunida. “A Igreja é uma rede de comunidades”, disse ele. E ao falar da Eucaristia – comunhão e misericórdia, o pastor da Igreja particular de Montes Claros enfatizou que a comunidade precisa se alimentar da eucaristia, trabalhar em comunhão caminhando junto e viver diariamente a misericórdia que integra a todos.

Dom Justino elogiou a capacidade de comunhão da comunidade de Nossa Senhora da Boa Viagem de agregar outras comunidades que abraçaram o projeto, a causa. “Isso aconteceu porque somos uma só Igreja. E é nisso que insiste o papa Francisco, quando nos pede para sermos uma Igreja em saída. Que possamos todos beber nessa fonte da graça do Senhor. Que os membros dessa comunidade cuidem com zelo desse templo e que tenham disposição amorosa para acolher a todos que aqui chegarem, porque todos nós estamos em viagem, todos somos peregrinos neste mundo, finalizou.

Depois dos ritos comuns de dedicação de uma igreja, seguiu normalmente a celebração eucarística. Ao final da missa, no momento de ação de graças, a conselheira paroquial, Rose Alencar, fez o uso da palavra para agradecer a todos: “Nesta noite tivemos a graça de participar de uma das mais belas e significativas cerimônia católica. Há momentos em nossa existência que as palavras não conseguem expressar os sentimentos e transbordam em nossos corações. Alencar lembrou as pessoas que precederam a construção do templo que com ousadia e coragem, lançaram as primeiras sementes. Depois destacou a generosidade de tantos irmãos e irmãs que contribuíram com essa obra. “Foram muitas pessoas e instituições que tornaram possível a realização desse sonho. A caminhada continua, disse emocionada”.

MUITAS PESSOAS FORAM SOMBRAS PARA QUE NÓS DESCANSÁSSEMOS DURANTE ESSA GRANDE LUTA:  Ao receber o microfone, visivelmente cansado pelo desafio assumido, padre Fernando Soares agradeceu: “Quero dizer que muitas pessoas foram sombras para que nós descansássemos durante essa grande luta” e continuou: “Esta é a igreja dos detalhes, das latinhas, dos recicláveis, do pão de mel, do chupa-chupa, do bazar, do mingau e de tantas outras ações. E graças a Deus hoje estamos aqui. Onde temos três painéis do artista plástico, Afonso Teixeira. As vias sacras auxiliadas por Ivana Tupinambá que sempre me aproxima desses artistas. E virando para uma pessoa na assembleia, disse: Não tem como não falar. Seria injusto não falar de ti Marcelo – é a terceira que estamos juntos. Mais ao fundo, se referiu a Arildo e Nego, agradecendo-os pela ajuda crucial na separação dos recicláveis. E voltando para uma mulher, logo ali na frente, exclamou: Nelma, minha filha! Ninguém faz mais de 20 mil chupa-chupa em um período tão curto de tempo. Você que sempre me dizia que enquanto eu estivesse de pé estaria comigo”. Muito obrigada! Tem pessoas que são incansáveis – vocês são e foram. E em  nome de vocês, agradeço a tantos outros que não mediram esforços para nos ajudar.  Agradeceu também ao Frei Valdo, que no início, quando era pároco da paróquia São Sebastião, lançou a pedra fundamental da igreja. E ao voltar-se para seu pároco, padre Brígido disse:  “Somos diferentes, mas onde estás, eu estou, onde estou, estás também”. Muito obrigado meu irmão.

“O POVO AQUI TEM SANGUE NA VEIA”:  Nestes dois anos de caminhada, quantas coisas boas nos aconteceram. O quanto que percebemos a presença e a mão de Deus conosco. O povo aqui tem sangue na veia – e o mais importante do que ter sangue na veia, é ter Jesus no Coração. Esse Jesus que nos chama à unidade e a comunhão. Como lembrou bem o nosso pastor, dom Justino, como é importante a sinodalidade – queremos que a beleza desse templo resplandeça na Igreja povo, na Igreja gente, para que nós possamos somar forças e dar continuidade aos trabalhos e lutas – não pensando a “minha” comunidade – mas na totalidade da nossa paróquia, na Igreja particular de Montes Claros”, disse padre Brígido ao fazer uso da palavra. E em sua fala, lembrou do primeiro pedreiro (Ricardo) – pai de uma das coroinhas que serviram na noite festiva. Pediu que na pessoa dele, todos que ajudaram pudessem estar ali também representados. E ao virar para padre Fernando disse: És um grande guerreiro, um homem incansável. Ao dizer essas palavras, pediu que toda a comunidade o pudesse aplaudir de pé. E assim, em uma sonora e longa salva de palmas, todo povo aclamou o sacerdote. “Sou testemunha da garra de padre Fernando. Somos muito diferentes, não resta dúvida. Mas quando estou sofrendo – como irmão – ele assume também a minha dor. Ele não só convocou, mas foi ele mesmo, o grande doador de tudo isso. O aniversário de 10 anos de sacerdócio, padre Fernando pediu ao povo que não lhe desse presente, mas quem pudesse comprar um bilhete da feijoada para ajudar a construção da Boa Viagem, ele seria grato. E assim foram vendidos 1000 bilhetes. Depois ganhou um carro zero. Vendeu o veículo e doou para a construção desse templo. Eu tenho muito a te agradecer, meu irmão. Primeiro a Deus, por ter te colocado em minha vida. Meu sacerdócio mudou muito com nossa convivência.  E ao final da sua fala, brincou. “Olha dom João ele gosta de cachorro, eu não. Mas até as cachorras de Fernando me santificam. Podemos sim ser diferentes, mas o Cristo que nos une, nos mantem firmes no desejo de servir a Igreja que perpassa por nós dois”.

Animando toda a comunidade, dom João Justino deu a benção final.

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https://arquimoc.com/primeira-igreja-dedicada-a-nossa-senhora-da-boa-viagem-sera-consagrada-nesta-quinta-feira-15/

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Comunicação e Imprensa da Arquidiocese de Montes Claros – MG
Contato: (38) 9905-1346 (38) 9 8423-8384
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