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Dai-lhes vós mesmos de comer

Os olhos da Igreja no Brasil se voltam para a Arquidiocese de Olinda e Recife, que está sediando o XVIII Congresso Eucarístico Nacional, que tem como tema “Pão em todas as mesas”. Esse evento é momento de celebrar publicamente o mistério pascal de Cristo na Eucaristia. Neste sacramento, o Senhor se dá em alimento aos seus comensais, oferecendo-os o “pão que dá vida” e o “vinho que salva e dá coragem”. Tomar parte dessa refeição implica assumir o projeto do Reino como modo de vida, congregados em um só corpo, buscando transformar a realidade com nossa fé pascal. Com efeito, celebraremos neste domingo a VI Jornada Mundial dos Pobres, instituída pelo papa Francisco em 2016, que traz como tema o mandato de Jesus frente à multidão faminta: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. A Eucaristia nos ensina que no Reino de Deus não existe periferias. Todos são convidados a se sentar à mesa do banquete pascal.

Quem experimenta desse alimento celeste jamais seria tomado pelo egoísta desejo de retê-lo para si. A experiência amorosa com o ressuscitado nos leva à missão, em comunhão com todos aqueles que se alimentam do mesmo pão. Em Jesus, temos o grande exemplo de esvaziamento e saída de si. Ele não se fecha em si mesmo, mas se doa até o fim. Alimentados desse amor somos impelidos a fazer com que o mundo experimente desse mesmo alimento salutar, que não faz distinção de pessoas. Na escola da Eucaristia somos impelidos a dar testemunho nas mais diversas realidades, rompendo com as distâncias causadas pela injustiça e egoísmo humanos.

É preciso fortalecer nosso testemunho como uma Igreja samaritana e misericordiosa, que com prontidão coloca-se a caminho para servir aos que estão nas periferias humanas e existenciais. A fé pascal implica, imprescindivelmente, uma práxis. Ela não corresponde a uma mera abstração, e sim a um comprometimento que abarca a totalidade do fiel. Desse modo, as ações devem corresponder à fé assumida. São Paulo faz disso um imperativo para a comunidade dos filipenses ao dizer: “Vivei como filhos da luz” (Ef 5,8b). O cristão não pode ficar de braços cruzados, mas deve acender para o mundo, com seu testemunho, as luzes da esperança. Por meio do testemunho da fé, fruto de um coração eucarístico, tocamos naquela alegria originária que brota do coração do Evangelho, fazendo do mundo uma grande ação de graças (eucaristia). Enfim, que a Eucaristia que celebramos seja realmente por nós vivida, por meio de um autêntico testemunho.

Equipe Arquidiocese em Missão
Arquidiocese de Montes Claros

Artigos de Dom João Justino

Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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