Voz do Pastor

DAR NOME

Em geral quem dá nome aos filhos são os pais. A paternidade, a maternidade, a invenção ou descoberta e a criatividade exercem um poder sobre quem é criado, inventado ou organizado. Deus deu o poder aos seres humanos, semelhante ao seu, de exercerem sua liderança e coordenação do planeta terra e de tudo o que nele contém, como Ele cuida do universo que criou.  Isso vem conotado quando o Criador disse para os primeiros seres humanos darem nome a tudo (Cf. Gênesis 2,19) . Quem dá nome é o que exerce um poder ou tem a primazia sobre outrem. Mas é importante lembrar que, exercer o domínio, não é  apoderar-se, impor, usufruir e massacrar. É sim servir, cuidar, promover, dar vitalidade e vida digna. Deus cuida de tudo e nos dá a incumbência de tratar bem a obra por Ele criada. O ser humano muitas vezes descuida, agride, apodera-se e destrói como se ele fosse dono de tudo e dos outros. Ele é apenas administrador e depois deverá dar contas ao Criador do que ele fez na terra.

Vemos muita ganância, concentração de terras, dinheiro, poder econômico, político e social. Quanto mais poder mais é a responsabilidade de servir melhor. Por isso, a grandeza de quem tem possibilidade de mais colaborar com o bem dos outros é a de realmente colocar em prática a solidariedade, a partilha e a responsabilidade em promover o bem comum, priorizando os excluídos de vida digna.

Homem e mulher têm a grande missão de viver o matrimônio como vocação do amor (Cf. Marcos 10,2-16). Sem a união do amor humano com o divino, perdem o élan vital da formação da família com os critérios da natureza humana divinizada. Esta deveria assumir o testemunho de fidelidade na busca do objetivo da complementariedade de um e de outro para realizarem o projeto divino de promover a vida plena. O amor não duradouro é uma promessa não realizada e frustrada, pois, o autêntico amor é imorredouro, como o amor divino para conosco. Na união consistente dos cônjuges se dá a atuação da imagem e semelhança de Deus, no cuidado de um para com o outro e os filhos. Assim são inoculadores nestes o sentido da vida que os ajudará a cooperar com uma sociedade de mais altruísmo e promoção da justiça e da paz.

Quando nos abrimos de modo suficiente ao serviço do semelhante e de toda a sociedade, mostramos a realização do projeto divino e tornamos o planeta melhor cuidado, seja em relação ao meio ambiente, seja em relação à prática justa e solidária com todo ser humano. Um dos pontos de muita importância é o cuidado com a política, para que ela seja um real serviço ao bem comum. As eleições não devem ser feitas com voto comprado ou vendido. Dos dois lados há a corrupção, que apodrece o tecido social, prejudicando a todos. A escolha passa pelo discernimento, vendo-se quem tem palavra realmente crível, demonstrada por sua vida pregressa de manifestação de bom caráter, honestidade, competência e programa de ação que realmente venha ao encontro das necessidades do povo, a partir dos deixados de lado do convívio social justo.

O pedido a Deus para que o povo saiba escolher bem é o nosso apelo e o nosso compromisso.

José Alberto Moura, CSS – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

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