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“Do Deus ferido aos corações feridos”

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Uma cena muito comovente, que é parte integrante da nossa fé cristã, é a do momento em que Nosso Senhor entrega sua vida do alto da cruz. Pendido nela, crucificado, chagado, ferido pela lança do soldado, traz a nós, por meio do Seu amor, a salvação que não poderíamos alcançar por nossos próprios méritos. É um Deus ferido que cura a humanidade ferida pelo pecado, pela falta de amor.

Uma das dimensões presentes, ao se pensar no pecado, é justamente o fechamento dos nossos corações ao amor – seja ele a Deus, ao próximo ou a si mesmo. Quando não doamos amorosamente nossas vidas em uma dessas três dimensões, acabamos sendo infiéis àquilo que de mais belo há em nós e que nos faz semelhantes a Deus: a capacidade de amar.

Por vezes, insiste em residir em nossas vidas uma covardia em amar inteiramente, em tomarmos uma decidida decisão de dedicar nosso tempo, ações e pensamentos em promover aquilo que é imperativo de Cristo a todos que O querem seguir: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13,34). Um novo mandamento que parte do coração de Jesus, um coração ferido que toca as nossas feridas. Ao ver nosso Deus-Filho numa cruz, pensamos no absurdo que é um Deus que se deixou ferir, um Deus que é onipotente e que se fez impotente. Mas por qual motivo o fez? Por amor, puro amor, incondicional amor. Elevado na cruz, elevou também a nossa fraqueza, as nossas feridas. Fez-nos compreender até que ponto devemos amar: a ponto de doar a vida inteiramente, sem reservas. A onipotência de Deus se revela plenamente no amor.

O Deus ferido por nossos pecados é uma belíssima imagem do apostolado que o cristão é chamado a exercer. Não é belo pela imagem ultrajada de Jesus Cristo suspenso numa cruz, todo ferido e ensanguentado. A beleza que as chagas escondem é o que há de mais importante para todos nós e que é fonte perene para a nossa salvação: o amor com que Cristo se doou, mantendo-Se obediente ao Pai até o fim. Lançar o olhar ao Crucificado nos recorda até que ponto precisamos consumir nossas vidas por causa do amor que Jesus nos pede para realizar. A ponto de doer – como certa vez afirmou Santa Tereza de Calcutá, de tal modo que a profundidade do amor não seja menor do que todas as dificuldades que passamos por amar.

Assim, as feridas próprias das nossas vidas não serão maiores do que o amor com que vivemos e nos relacionamos com Deus, com o próximo e com nós mesmos. Há o convite de superar a repulsa pelas dificuldades próprias dos caminhos que escolhemos trilhar, para contemplar todo amor contido em cada processo, em cada pessoa, em cada circunstância, em cada momento da vida, em todo momento de cruz. Quem O quiser seguir, tome sua cruz, tome Sua cruz, e o siga!

 

Equipe Arquidiocese em Missão
Arquidiocese de Montes Claros

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