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Dom João será apresentado em coletiva de Imprensa

A Arquidiocese de Montes Claros terá solenidade de apresentação de início de ministério de Dom João Justino de Medeiros e Silva, 1º arcebispo coadjutor no próximo sábado, 13 de maio, dia dedicado à festa de Nossa Senhora de Fátima, que este ano em especial, celebra seu centenário.

A celebração Eucarística com confirmação de mais de 25 bispos, 200 padres, diáconos, seminaristas, religiosos, caravanas de Belo Horizonte e Juiz de Fora e milhares de fiéis, será na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida às 9h da manhã.

Dom José Alberto Moura deverá em outubro do próximo ano, renunciar conforme as prescrições canônicas, e então, de coadjutor, dom João Justino será seu sucessor. Para melhor entendimento de todos sobre esse processo que vive a Arquidiocese, será promovido na próxima sexta-feira, 12 de maio, às 14h na Mitra Arquidiocesana, localizada à Rua Januária, 371 centro da cidade, uma Coletiva de Imprensa para jornalistas e veículos de comunicação de Montes Claros.

MEMÓRIA: A história da Arquidiocese de Montes Claros inicia na primeira metade do século XIX, a então diocese de Montes Claros estava inserida entre as grandes áreas subordinadas ao arcebispado da Bahia, situação que só se alterou com a criação da Diocese de Diamantina em 1854. Porém, com todas as melhorias advindas desse período, ainda persistia o problema das grandes distâncias e da falta de padres e recursos. Então, em 1910, ocorreu a criação da Diocese de Montes Claros pela Bula Postulat Sanede Pio X, por iniciativa do bispo coadjutor de Diamantina, D. Joaquim Silvério de Souza. Iniciativa que foi abraçada pelos religiosos premonstratenses já presentes na região, valendo-se, sobretudo, do periódico religioso (“A Verdade”) que haviam criado na futura sede do novo bispado. Logo, no dia 8 de novembro de 1911, tomava posse o primeiro bispo de Montes Claros: Dom João Antônio Pimenta.

BISPADOS: Vindo da diocese de Porto Alegre – RS, embora fosse natural de Capelinha – MG, Dom João preferiu assumir a implantação de um novo bispado no sertão norte-mineiro que permanecer na capital gaúcha, onde era bispo coadjutor com direito a sucessão. Nos primeiros anos de seu governo, Dom João dedicou-se, de maneira especial, à criação de uma estrutura física para diocese. Nesse sentido, ele se empenhou na construção do palácio episcopal (Palácio de Santa Cruz), organização e criação de novas paróquias e inicio das obras da atual catedral. No campo pastoral, instituiu retiros anuais para o clero; fez diversas visitas pastorais às paróquias e promoveu as missões populares dos redentoristas e lazaristas na região.

Em 1931, recebe da Santa Sé um bispo coadjutor, Dom Aristides de Araújo Porto. Este, só assumiu a frente da diocese doze anos depois (1943), tornando-se o segundo bispo de Montes Claros. Teve um governo breve (1943-1947), mas suficiente para dar grande impulso à diocese e as obras iniciadas por seu antecessor. De forma especial, empenhou-se na construção do novo prédio da Santa Casa e na criação do colégio Marista.

Igualmente breves foram os governos dos dois bispos que o sucederam: Dom Antônio Almeida de Morais Junior (1948-1951) e Dom Luís Victor Sartori (1952-1956). Dom Antônio destacou-se como um bispo intelectual e exímio pregador. Acredita-se hoje que ele estava muito à frente da realidade para o qual havia sido designado. Logo, foi elevado ao arcebispado de Olinda e Recife, onde atuou ativamente em defesa das causas sociais e do desenvolvimento do nordeste brasileiro. Em Montes Claros, concluiu as obras da catedral; reformou a Santa Casa; recrutou novos seminaristas, entre outros feitos.

Dom Luís (4º bispo) foi também grande propulsor da fé e do progresso de Montes Claros: reorganizou a Obra das Vocações Sacerdotais; instalou o Seminário Menor; apoiou a Ação Católica, bem como a criação da diocese de Januária; atuou juntos aos poderes públicos para a iluminação da cidade, por meio da Companhia energética de Minas Gerais.

Com a transferência de Dom Luís para a diocese de Santa Maria- RS, Pio XII nomeou Dom José Alves Trindade como 5º bispo de Montes Claros (1956). Transferido da diocese de Bonfim –BA, este bispo logo conquistou a simpatia de todo o povo, tendo sido considerado um bispo missionário. Entre seus feitos pode-se destacar: a retomada da construção do Seminário Menor; sua intervenção para que o Norte de Minas fosse incluído na SUDENE e para que fosse resolvido o problema da falta de água em Montes Claros; sua atuação em favor daqueles que eram afetados pelas longas estiagens ou pelas enchentes. Dom José Trindade foi também responsável pela recepção e adequação da diocese aos moldes do Concílio Vaticano II, valendo-se para isso da incansável ajuda do Cônego Geraldo Magela de Castro (premonstratense), então coordenador diocesano de pastoral. Este foi nomeado bispo coadjutor (1982) com direito à sucessão de Dom José Trindade. Assumiu a frente da diocese em 1988. Com a criação da Província Eclesiástica de Montes Claros em 2001, Dom Geraldo foi nomeado 1º arcebispo de Montes Claros.

Sua atuação foi decisiva para a organização pastoral desta igreja particular. Sua ação voltou-se intensamente às questões pastorais e evangelizadoras, trazendo um novo ânimo ao processo de renovação eclesiástica proposta pelos padres conciliares. Para isso, foi convocada a 1ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, com representantes de todas as paróquias e pastorais.  Tal fase marca o período em que o povo se reconhece como “Igreja, Povo de Deus”. Nesse sentido foram formadas estruturas de coordenação, comunhão e participação que deveriam agir em níveis diocesano, paroquial e comunitário. Deve-se ressaltar nesse período a criação de mais de trinta paróquias, bem como a criação do Seminário Maior Imaculado Coração de Maria. Em 2007, havendo renunciado conforme as prescrições canônicas, Dom Geraldo foi sucedido por Dom José Alberto de Moura, CSS, segundo arcebispo de Montes Claros.

Ao assumir a Arquidiocese, Dom José preocupou-se em dar prosseguimento aos preparativos para a 2ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral e para as comemorações do Centenário desta diocese (que se deu em 2010), sendo tais eventos marcantes para a História da Igreja Particular de Montes Claros.

Além disso, deve-se destacar a presença do epíscopo não apenas nas atividades e eventos que se restringem à arquidiocese, mas nas Comissões e representações regionais da CNBB. Já se somam a estes feitos a reforma da Casa de Pastoral; a reestruturação do jornal “Clarão do Norte” em “Revista Clarão do Norte” e a sua presença efetiva na administração da Santa Casa.

1º Arcebispo COADJUTOR DE MONTES CLAROS: O Papa Francisco nomeou como arcebispo coadjutor para Montes Claros no dia 22 de fevereiro, o então bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom João Justino de Medeiros Silva.

CURRÍCULO: Dom João Justino de Medeiros e Silva é doutor e mestre em Teologia, pela Universidade Gregoriana de Roma. Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio em 1984 onde cursou Filosofia e Teologia. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). Foi perito da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB. Na Arquidiocese de Juiz de Fora, foi Vigário Episcopal para a Cultura, Educação e Juventude e secretário do Colégio de Consultores. Foi professor e coordenador do curso de Teologia do CES/JF. Em 2004, tornou-se reitor do Seminário Arquidiocesano de Juiz de Fora (MG). Na cidade mineira, também foi pároco-solidário na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica e Paróquia do Bom Pastor. Também foi Vigário Paroquial na Paróquia de São Pedro.

Filho do casal Justino Emílio de Medeiros Silva e Maria de Lourdes Medeiros Silva, dom João Justino nasceu no dia 22 de dezembro de 1966 em Juiz de Fora (MG). Foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1992. O Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte no dia 21 de dezembro de 2011. Dom João Justino recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de fevereiro de 2012, na Catedral de Santo Antônio, em Juiz de Fora (MG).

Coletiva de Imprensa: 12 de maio de 2017  (14 horas)
LOCAL: Mitra Arquidiocesana – Rua Januária, 371 centro – Montes Claros
confirmar presença pelo fone: 38- 3222-9434 / 9 9905-1346
email: [email protected]
________________________________________________________________

***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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