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"Ela é Mãe e é Discípula"

Os 300 anos do encontro, no Rio Paraíba do Sul, da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a padroeira do Brasil foi celebrado no dia de ontem (12) por devotos de todo o Brasil. As Paróquias e comunidades da Arquidiocese que a tem como padroeira se mobilizaram e realizaram atividades durante todo o dia. As Paróquias que não a tem como padroeira, também realizaram missa solene para celebrarem a festa da Mãe da Igreja.

As comemorações começaram bem cedo, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, centenas de fiéis participaram das celebrações pela manhã, meio dia, final da tarde e noite. A primeira missa da manhã do dia santo foi presidida por Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo coadjutor.

Ao iniciar a homilia disse: “Meus irmãos e irmãs, alegrai-vos! Celebremos com alegria a festa da Mãe de Deus, a Virgem de Aparecida, a Padroeira do povo brasileiro, a nossa Mãe. Celebremos com Júbilo os 300 anos dessa pequenina imagem que está gravada na memória do coração de todos nós como expressão do amor de Deus por nós. Em Aparecida Deus deu ao Brasil a sua Mãe, lembrou o arcebispo, das palavras dita pelo Papa Francisco. E continuou: “É especial que nossa Arquidiocese tem a Igreja mãe que é a Catedral como padroeira, a Mãe Aparecida, padroeira do Brasil.

Dom João, falou também sobre a identidade e missão de Maria ao citar o texto do Evangelho sobre o casamento em Caná da Galileia. “Maria é a primeira Discípula, aquela que gerou no seu ventre o filho de Deus – torna-se Discípula porque escuta também a sua palavra. Ela é Mãe e é Discípula, a toda humana e toda de Deus. Mãe e discípula, ali está – atenta. A virgem que sabe ouvir – e que vê bem e percebe bem as coisas, certamente com seu “eu feminino” – como gostava de dizer São João Paulo II – um eu humano e feminino para dizer dos traços da mulher sensível – capaz de perceber no contexto de uma festa de casamento, uma falta, uma lacuna um vazio  que poderia constranger os noivos”. E finalizou chamando a assembleia que lotava a Catedral para juntos construírem uma nação mais justa e mais fraterna – que possa de fato honrar o nome de país católico e cristão – “Que consigamos superar o descaso da vida, a violência que encerra tantas vidas de irmãos e irmãos”, concluiu dom João.

Às 10h da manhã houve carreata pelas ruas da cidade em honra a Nossa Senhora Aparecida, meio dia 300 crianças vestidas de anjo participaram da coroação da Padroeira do Brasil. Às 18h30 houve a procissão pelas ruas centrais da cidade e a solene missa de encerramento com o Arcebispo Metropolitano, Dom José Alberto Moura, que para uma Catedral também lotada, levou os devotos a refletirem sobre a importância de Maria em toda a vida da Igreja.

“300 anos fazem do achado da imagem em duas partes de Nossa Senhora da Conceição – que significa isso – sinal de Deus que ama e se deixa amar – Maria se deixou amar”, disse dom José se referindo à fala do Papa Francisco: “Ele nos lembra que em Aparecida temos a missão da Igreja – que é se deixar amar para amar. E nestes 300 anos, apesar de todo pecado humano, injustiças, injunções da ação desumana do ser humano, ainda é possível transformar a água em vinho. Uma moça como Maria nos mostra que o amor é possível quando se abre o coração para exercer a missão dada por Deus. Ela disse sim. Nós não contemplamos apenas uma pessoa humana que nos deu o exemplo de humanidade,  mas uma pessoa humana que nos deu exemplo de cooperação do projeto de Deus”.  E prosseguiu o arcebispo: “Eis a missão da igreja que é filha de Maria – Maria é a Mãe da Igreja e não fosse ela não teríamos condições de receber o Salvador que nos dá a vida. Não apenas queremos aqui fazer uma cerimônia, mas queremos realizar uma atitude profundamente humilde de reconhecer a bondade de Deus que através da igreja,  ilumina a caminhada humana na história. Então, como Igreja filha de Maria – como Jesus que é cabeça da igreja- diz são Paulo, nos unimos a Cristo como filhos e filhas de Maria – essa mulher que não é deusa nem semideusa, ela não tem poder divino, mas tem o poder de suscitar o seu filho divino, aquilo que é necessário para nossa salvação. Felizes de nós  que também assumimos a missão de indicar Jesus a todos”.

No momento de ação de graças, uma encenação emocionou centenas de pessoas dentro da Catedral.

***Todas as fotos, vídeos, registros realizados pelas Pascom´s das Paróquias estão compartilhadas na Fanpages da Arquidiocese de Montes Claros e nas Páginas de cada uma no facebook.

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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