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“Espírito missionário de D.João Pimenta e a santidade de D. Geraldo Majela”

A celebração de apresentação ministerial estava marcado para as 9h, e desde as 7h da manhã, fiéis começaram a chegar na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. “Eu quis garantir o meu lugar para não perder nada”, disse Luiz Rocha Aquino de Souza de 67 anos que estava acompanhado da esposa e duas netas. E assim, tantos outros fizeram a mesma coisa. Do lado de fora, cadeiras e tendas foram montadas para acolher os fieis para a celebração de Posse de Dom João Justino de Medeiros e Silva na manhã de sábado, 13 de maio, Centenário de Nossa Senhora de Fátima.

Ao iniciar o rito, Dom José Alberto Moura disse: “Eu vos apresento um grande presente de Deus para nós, seja bem vindo Dom João Justino de Medeiros e Silva, juntos podemos servir esse povo de Deus” e virando para a assembleia, pontuou:“Acolher dom João Justino é uma alegria para nós, ele representa uma grande riqueza, dom de Deus. Bendito aquele que vem em nome do Senhor. Seja Bendito d.João, nossa comunidade estava ansiosa por tê-lo em nosso pastoreio. Sua chegada em nossa arquidiocese que é tão grande a nível territorial, vai aliviar o trabalho e vai reforçar o atendimento ao povo de Deus. Nosso clero e laicato são atuantes e favorecerá muito o seu ministério. Que o senhor possa ser luz para todos, dando seu testemunho conforme seu lema episcopal”. Depois de aplaudidos, os dois deixaram o presbitério, trocaram os paramentos e iniciaram, dessa vez, acompanhados do seminaristas, diáconos, clero, bispos e arcebispos a Celebração Eucarística para um templo lotado.

Depois de lida a Bula Apostólica pelo Monsenhor Osanan de Almeida, d. João Justino apresentou o documento ao colégio de consultores da arquidiocese ao povo sob uma salva de palmas fervorosa.

“Bem aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a coloca em prática. A história de uma vocação é a história do amor de Deus que chama as pessoas para darem testemunho da luz. Hoje estamos numa sociedade em que as pessoas precisam ter luz para enxergar melhor o caminho. Neste dia centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, neste ano Mariano em que celebramos os 300 anos da imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada no Rio Paraiba, queremos mostrar que na história da vocação de Maria precisamos ter o olhar daquEla que trouxe e deu a luz – é preciso ter visibilidade de quem assume.

O mundo precisa ver em nós quem soma, quem apresenta algo de novo, não somente numa realidade intimista só vertical mas também horizontal.  Precisamos ter como Maria uma fé transformadora para darmos também testemunho da luz e assim nos tornarmos Evangelho vivo, porque é na prática que demonstramos a que viemos.

E dirigindo a d. João disse: “A história de uma vocação é bonita, desde o berço foi escolhido – Deus olhou para o senhor e queria que fosse sacerdote para trazer luz dEle para tantos.  Então, “Que seu ministério seja fecundo, seja intensamente abençoado – felizes os pés dos que anunciam a Boa Nova. Com o horizonte da graça de Deus vamos humanizar o mundo, que Deus abençoe nosso arcebispo coadjutor”, finalizou d.José.

No momento de Ação de Graças representantes do Clero, Diáconos, Religiosos e Leigos  tiveram a oportunidade de acolher o primeiro arcebispo coadjutor de Montes Claros através de uma mensagem que foi lida uma a uma.

Abiu o momento de Ação de Graças, d. Walmor de Oliveira Azevedo, arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte que dirigiu a d. José Moura dizendo: “O senhor encontrou um amigo, um colaborador e um esteio nesta missão de evangelizar. E quando chegar a hora do senhor se afastar irá dizer: Um dos melhores períodos de arcebispado que vivi, foi o tempo que recebi d.João Justino aqui nesta Arquidiocese”.

Valmor destacou ainda as características de d. João evidenciando seu comprometimento, dedicação e amor à Igreja e ao sacerdócio. E se dizendo muito feliz, finalizou: “O sertão vai agregar ao d.João um jeito mineiro e sertanejo de ser. Serás um bispo cada vez mais servidor e verás que o povo de Deus são como árvores do sertão e cerrado – envergam mais não quebram, descascam e renascem (neste momento toda a Igreja particular de Montes Claros o aplaudiu). E voltando para o povo disse: “vocês tem um bispo preparado em todos os sentidos, no caminho que ele construiu de dentro para fora com a consciência de olhar as pessoas”

Ao agradecer tanta manifestação de carinho e respeito, disse d. João Justino: Aqui estou! Venho com toda disposição para oferecer o melhor de mim a todos vocês. Em comunhão com o Papa Francisco que me confiou esta nova missão, quero ser com vocês e para vocês discípulo de Jesus Cristo, apóstolo do Evangelho, missionário para todas as pessoas, presença junto às comunidades, pregador da Palavra todos os dias, paciente e sereno em todas as situações, servidor de cada um, mas sobretudo dos que sofrem, dos pequenos e dos pobres. Nada disso serei sem a graça de Deus, sem o amor, sem a oração, sem comunhão e a amizade de vocês irmãos e irmãs. Por isso, quero e preciso ser próximo de cada um de vocês. Conto com a comunhão dos presbíteros e diáconos permanentes; com a disponibilidade generosa dos consagrados e consagradas, dos religiosos e das religiosas; com a fraternidade e empenho do Laicato, expressão viva de uma Igreja encarnada na realidade, especialmente das famílias, da juventude, do mundo da política, do trabalho, da educação e das artes; conto também com a resposta corajosa dos vocacionados, formandos e seminaristas. Conto com a disposição para o diálogo com todas as pessoas nas diferentes instâncias de nossas organizações sociais, políticas, religiosas e militares.

Vim para Montes Claros como Arcebispo Coadjutor, a pedido de Dom José Alberto. Olhando para d.José disse:  Sei que o senhor me fará compreender o potencial desta Arquidiocese, me apontará as belezas desta Igreja, partilhará comigo os desafios e as responsabilidades. Permita-me, Dom José Alberto, dizer que sou o terceiro João bispo desta Igreja. O primeiro bispo foi Dom João Pimenta. O primeiro Arcebispo foi Dom Geraldo Magela de Castro. Mas seu nome de batismo era João. Assim, peço a Deus que me conceda o espírito missionário de Dom João Pimenta e a santidade de Dom Geraldo Magela.

Quero também estender meu abraço de comunhão aos bispos da Província Eclesiástica de Montes Claros, meus irmãos, Dom José Moreira, bispo diocesano de Januária, Dom Jorge Bezerra, bispo diocesano de Paracatu e Dom Ricardo Brussati, bispo diocesano de Janaúba. Abraço fraterno a Dom Hugo, bispo emérito de Almenara, que escolheu residir entre nós. Meus irmãos, nossa missão comum é pastorear a Igreja de Deus nestas terras norte-mineiras. Quero me unir a vocês e contribuir para que brilhe ainda mais, nestas terras, o Evangelho de Jesus Cristo, para que a palavra de Deus fecunde no Norte de Minas a justiça, a fraternidade e a solidariedade.

Ao encerrar a celebração fiéis, cumprimentaram o arcebispo coadjutor, fazendo fotos e publicando em redes sociais, popularizando o primeiro arcebispo coadjutor para arquidiocese de Montes Claros.

Foto: Jânio Marques Dias

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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