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Frei Zezinho celebra 25 anos de sacerdócio

Frei José Inácio Vieira, carinhosamente conhecido por Frei Zezinho, completa neste sábado, dia 1º de maio, dia de São José Operário, 25 anos de vida sacerdotal.

Ordenado do dia 1º de maio de 996, por Dom Geraldo Majela de Castro, Frei Zezinho recebe várias homenagem durante os dias que antecedem ao Jubileu de Prata Sacerdotal. Na segunda-feira, 26 de abril, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Brasília de Minas – MG, organizou a live “Frei Zezinho conta sua história”. Dos dias 27 a 30, houve também o tríduo em preparação a celebração dos 25 anos, que será amanhã, às 10h da manhã.

A Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros também conversou com o Frei Zezinho, que partilhou sobre sua caminhada de 25 anos de padre.

Confira na íntegra a entrevista com Frei Zezinho:

Ascom: Quem é Frei Zezinho?
Frei Zezinho: Frei Zezinho nasceu no estado do Ceará no dia 19 de Março de 1968. Meus pais biológicos se chamavam Francisco Pimenta Filho e Francisca Maria de Jesus e tiveram 10 filhos juntos. Após o falecimento de minha mãe quando ela tinha 42 anos fui criado por uma tia na cidade do Barro, chamada Teresa. E meu pai teve mais outros 10 filhos no segundo casamento. Sou o caçula do primeiro matrimônio.

Ascom: Como é a história vocacional do Senhor?
Desde os 6 anos de idade eu já falava, mas não sabia certo o que era e aos 12 anos de idade despertou esse desejo de ser sacerdote. Assim, comecei a ajudar nas missas da minha cidade, a minha tia me educou muito na fé, na religião. Todos os domingos ela me arrumava e me levava para a Igreja, na missa da Matriz que era às dez horas na época. Ela foi uma pessoa sempre de fé, que sempre me apoiou.
Na minha família por parte de mãe, tinha já dois primos padres e algumas primas freiras e na família por parte de pai também dois primos padres. Uma família pobre, de agricultores, onde trabalhei até os 16 anos na roça.
Entrei pela primeira vez no seminário em 1975, fiz 17 anos dentro do convento, no interior da Bahia, em Tucano na Diocese de Paulo Afonso. Nessa congregação fiquei 7 anos, e concluídos voltei ao seio dos meus familiares, ficando 4 anos com eles. Nos anos em casa eu havia feito como o profeta Elias, parado um pouco para descansar e para tratar de uns problemas de saúde.
Houve uma ordenação num distrito da cidade em que fui criado, lugar por nome “Aras”, do município de Barro. Era a ordenação de um padre chamado Enoque Gomes da Silva que tinha sido meu formador, no dia 06 de Julho de 1986. Nesse dia encontrei um outro padre que também havia sido meu formador chamado padre Cândido Francisco da Silva atuava na cidade de São João do Paraíso, próxima à Montes Claros. Assim, ele chegou e me perguntou se eu ainda tinha vontade de recomeçar a caminhada vocacional de formação para a vida sacerdotal e eu disse que sim, “se eu encontrar um local que me acolha vou com muita alegria”… Então ele disse se já amanhã não queria ir com ele ao Norte de Minas, para Montes Claros. Mas devido estar aguardando o diploma do segundo grau ser emitido pela Secretaria de Educação e a aproximação das eleições, sabendo que eu teria que exercer minha cidadania, ficou marcado de irmos em Novembro.
Quando foi no dia 19 de Novembro sai do Ceará e dia 20, às 01:00 sentava meus pés em terras mineiras, em São João do Paraíso. Fiquei 3 meses com ele, ajudando na paróquia, e em fevereiro de 1983 ele me trouxe a Montes Claros para me apresentar a Dom José Alves Trindade e ao saudoso Dom Geraldo Majela que foi quem me ordenou diácono e presbítero. Me acolheram muito bem e fui estudar no Seminário do Rio, pois não havia o Seminário Maior em Montes Claros. Não fui bem na filosofia por ser muito puxado, voltei para Montes Claros e conheci padre Henriquinho que está em Nova Porteirinha, que me acolheu em sua paróquia para ajudar nas atividades pastorais. Fiquei 1 ano sendo acompanhado dando aula de ensino religioso e ajudando na liturgia. Em fevereiro de 1989, Dom Geraldo foi a Diamantina e voltando me disse que conseguiu uma vaga para que eu estudasse lá. Me adaptei bem e terminei os estudos. Fui aprovado para o diaconato e ordenado em 24 de Junho de 1995, quando Dom Geraldo completava a idade canônica para tornar-se emérito. No dia 01 de Maio de 1996 aconteceu o grande dia, às 18h em frente a Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, com a presença de 6 mil pessoas, 32 padres, fui ordenado sacerdote por Dom Geraldo.

Ascom: Como o senhor se sente depois dessa caminhada?
Frei Zezinho: Eu me sinto muito feliz. Meu lema sacerdotal é uma frase de Dom Leonardo Pereira de Miranda, bispo emérito de Paracatu, que foi pregar um retiro em Diamantina e disse: “Seja padre, só padre, somente padre.”, tomei como lema do meu ministério. Em todo lugar por onde passei o povo nunca se esquece. Não sou um padre intelectual como a Igreja queria que eu fosse, mas sou um padre pastor que sei estar no meio do povo, acolher as ovelhas e fazer com que as feridas abertas cicatrizem, pois falo com o coração.

Ascom: Tem alguém que o senhor destacaria para agradecer?
Frei Zezinho: Eu agradeço o querido padre Henrique Alves de Oliveira Filho, Henriquinho, filho daqui que hoje está em Nova Porteirinha que acreditou na minha capacidade, e ao padre Clairton Alexandrino de Fortaleza, que me deu muita força e muito apoio, até disse “Zezinho, assim como eu cheguei, você também vai chegar lá, pode acreditar”.

Ascom: O que o senhor tem a dizer hoje para os jovens que tem o coração inquieto?
Frei Zezinho: Vale a pena lançar as redes nas águas mais profundas, ter coragem de abandonar tudo, as riquezas, os pais os irmãos, não no sentido de odiar, mas de deixar tudo para seguir. É uma missão muito difícil, mas uma missão sublime. Vejo o padre como um serviço, Jesus, o Sumo e Eterno Sacerdote nos deu o exemplo, lavou os pés dos Apóstolos, não é um status ou poder, não para ganhar privilégios mas para servir o povo de Deus na alegria do Senhor Ressuscitado.

Confira na íntegra a Live “Frei Zezinho conta sua história”, produzida pelo Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Brasília de Minas:

 

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