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Meu pároco não é carismático. E agora?

Padre Jairo Silva, Assessor Espiritual da Renovação Carismática na Arquidiocese de Montes Claros, apareceu ao lado do Monsenhor Jonas Abib e Padre Marcelo Rossi, ilustrando o texto “Meu pároco não é carismático. E agora? Eles são padres declarados que apoiam o movimento da Renovação Carismática Católica. Abaixo, na íntegra a postagem e em seguida as considerações de Padre Jairo. Leiam com atenção!

Meu pároco não é carismático. E Agora?   

É desejo de todos os membros da RCC e até daqueles que simpatizam com o movimento que os padres sejam abertos aos carismas e dons do Espírito Santo, que vivenciamos dentro do movimento carismático, embora não sejam exclusivos dele. Porém, a realidade de muitas paróquias não é essa: muitos sacerdotes se posicionam contra a RCC e seus membros, dificultando a ação dos Grupos de Oração nas comunidades. Diante dessa situação, como proceder?

Em primeiro lugar, é válido lembrar que nenhum católico é obrigado a identificar-se com todos os movimentos e pastorais. Afinal, você também não participa de todos, não é? Dessa maneira, os sacerdotes também não são obrigados a serem como os padres de comunidades essencialmente da RCC, como a Canção Nova, por exemplo. Por uma questão de identidade do próprio padre. O seminário onde se preparou, as experiências religiosas que teve antes de entrar para a formação e suas concepções pessoais vão influenciar a postura dele. E deve ser respeitado.

É preciso ressaltar também que muitos padres não aceitam e apoiam a RCC em suas paróquias devido aos Grupos de Oração que fugiram da essência da Renovação Carismática Católica. São grupos que não vivem a unidade com a RCC da diocese, estado e nacional. Grupos dos quais os servos não participam de formações e nos quais não são promovidas as atividades básicas da Renovação: Seminário de Vida no Espírito, de Dons e Carismas e Experiência de Oração, por exemplo, que visam formar o povo de Deus. Ainda, são grupos que, em suas reuniões fogem da dinâmica do grupo de oração. Essa postura costuma levar os grupos às práticas que não são essenciais à RCC e à Igreja. Tornam-se alheios e atraem a rejeição do sacerdote. A culpa então, da não aceitação da RCC pelos padres é dos Grupos de Oração que deixaram de ser verdadeiramente Renovação Carismática.

A CNBB já escreveu um documento orientando a Renovação quanto ao exercício dos carismas. Nela, a Conferência dá fé naquilo que vivemos nos ambientes carismáticos (como a oração em línguas e orepouso no Espírito, por exemplo), mas a palavra de ordem é PRUDÊNCIA e DISCERNIMENTO. Se não tem prudência e discernimento, já não é mais o Espírito Santo que direciona as ações e, por isso, não é mais “carismático”. Assim, os padres não devem perseguir ou proibir prática de carismas nas comunidades, mas orientá-los para que sejam feitos da melhor maneira possível. Também o Papa é favorável ao movimento e até pediu aos padres para apoiarem os seminários que a RCC promove (veja o vídeo).

Nesse documento, a CNBB esclarece, ainda, que os carismas devem ser restritos, idealmente, aos ambientes da RCC, por um motivo lógico: é a RCC que abraçou os carismas que são de Deus (e não somente da Renovação) e formou o povo carismático sobre eles. Assim, quem não pertence à RCC pode ver com estranheza as práticas que vivenciamos. Porém, nos ambientes carismáticos não é possível “encenar” um comportamento que anule a identidade da Renovação (batismo no Espírito – prática dos carismas – vida em comunidade). Por isso não se deve proibi-la.

Por último, devemos obedecer aos nossos padres. Eles são os pastores que o Senhor confiou a nossas comunidades. Respeite as decisões dele. Dialogue com ele, expondo as suas. Faça com que ele se interesse pelo seu Grupo de Oração. Convide-o para pregar nas reuniões do grupo. Peça acompanhamento e orientação nos eventos e encontros promovidos. Muitos padres se tornaram admiradores da RCC quando a conheceram verdadeiramente, na sua essência.

Seu pároco proibiu oração em línguas na igreja? Não tem problemas: reze na sua casa, mantenha a vida de oração e a prática dos carismas na sua oração pessoal. Aliás, se essa prática não fizer parte da sua intimidade, e só ocorrer nas reuniões abertas, algo está errado.

Seu pároco proibiu o grupo de se reunir na igreja? Reúna seus amigos em suas casas para momentos de oração e confraternização. Convide o padre para estar com vocês nesses momentos. Não conteste as decisões do padre. Não queira bater de frente. Ainda que você acredite que ele está errado, confusão não é vontade do Senhor. As contendas não vêm de Deus. Seja Igreja junto com o padre. Reze por ele. O Senhor age em nossa obediência.  Deus abençoe você, seu Grupo de Oração e sua paróquia! Paz e fogo.

Consideração do Padre Jairo sobre esse Post do Blog Portal Católico: Paz e Graça a todos! Quando tive a informação que minha foto saiu ao lado do Padre do Pe. Marcelo Rossi e Monsenhor Jonas Abib em relação ao tema de sacerdotes aceitarem ou não a Renovação Carismática Católica, estou em comum acordo e recomendo aos membros da RCC de nossa Arquidiocese.

Sempre acompanhei a RCC desde os tempos de seminário. Vejo com muita sobriedade que a espiritualidade favorece muito a vida de fé do nosso povo. Dentro do processo de formação rumo ao sacerdócio, precisei compreender que é necessário que o sacerdote nunca seja membro exclusivo deste ou daquele movimento dentro da igreja. Porque o sacerdote à luz do Cristo Bom Pastor está para a condução de todas as ovelhas e movimentos, pastorais dentro da igreja. “Minha posição é sóbria, tranquila.  “Precisamos acolher, e se há excesso, orientar. Eu sempre disse ao povo: precisamos ser obedientes aos padres, ao arcebispo. A obediência nos conduz a comunhão e à unidade dentro da igreja. Se no grupo de oração existe algo que está gerando divisões entre os membros e rompimento para com o pároco e com a igreja, não é o Espírito Santo que está agindo. Porque o Espírito Santo nos conduz à unidade, à harmonia.

Enfim, vejo que não há vitimas e nem vilões. Percebo dentro dos movimentos de RCC muitas pessoas boas fazendo comunhão profunda com Deus. Vejo nas decisões do clero deste ou daquele uma preocupação com a sobriedade da prática da oração e vivência religiosa dentro das nossas comunidades paroquiais. Paz e bem a todos!

Fonte:  https://portalcatolicos.blogspot.com.br/2017/01/meu-paroco-nao-e-carismatico-e-agora.html

***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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