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Morre aos 44 anos, Pe. Flávio.

É com pesar que  a Arquidiocese de Montes Claros comunica o falecimento do Padre Flávio Antônio ocorrido na madrugada desse sábado (21)no Seminário Maior Imaculado Coração de Maria, onde foi acolhido pelo Monsenhor Silvestre de Melo e recebeu os cuidados durante os 8 anos que esteve acamado acometido por uma doença degenerativa conhecida como Doença de Huntington.  Padre Flávio iria completar em agosto deste ano 16 anos de ordenado, no próximo dia 27 de março completaria 45 anos de idade. Exerceu sua vocação sacerdotal por um ano e meio onde foi Padre auxiliar na Paróquia Nossa Senhora de Fátima no bairro Delfino, coordenador do Curso de Teologia para Leigos da Arquidiocese de Montes Claros e Administrador Paroquial na Paróquia Claro dos Poções.  O Velório acontecerá na Santa Casa até as 11h da manhã de hoje e em seguida, o corpo segue para a cidade natal do sacerdote, Francisco Sá. Lá a missa de corpo presente será  às 17h e o sepultamento às 18h.

SOBRE A DOENÇA: A doença de Huntington, (DHQ) mal de Huntington ou coreia de Huntington é um distúrbio neurológico hereditário caracterizado por causar movimentos corporais anormais e falta de coordenação, também afetando várias habilidades mentais e alguns aspectos de personalidade. Por ser uma doença genética, atualmente, não tem cura. No entanto, os sintomas podem ser minimizados com a administração de medicação. É significativamente raro, com uma prevalência de 3 a 7 casos por 100 000 habitantes. Deve seu nome ao médico norte-americano George Huntington, de Ohio, que a descreveu em 1872. Essa enfermidade tem sido bastante estudada nas últimas décadas, sendo que em 1993 foi descoberto o gene causador da doença.

Trata-se de doença hereditária, causada por uma mutação genética no cromossomo 4. Trata-se de doença autossômica dominante, então se um dos pais tem Huntington, os filhos tem 50% de chances de também desenvolverem a doença. Se um descendente não herdar o gene da doença, não a desenvolverá nem a transmitirá à geração seguinte.

Os sintomas típicos de Huntigton são: Coreia (movimentos involuntários, rápidos, irregulares e sem finalidade dos membros, da face e/ou do tronco, geralmente associados à hipotonia e à diminuição da força muscular); Perda progressiva de memória; Depressão; Disartria (perda gradativa dos músculos da fala, com voz pastosa); Fala incompreensível, hesitante, explosiva e desorganizada; Mastigação e deglutição difíceis; Perda da visão periférica.

O paciente de DH não morre da doença, mas das complicações oriundas destes sintomas e sequelas instaladas no decorrer da evolução da doença, que é lenta e fatal: tais como fraturas por quedas, leucemia devido a desnutrição grave, por não conseguir deglutir, e outras

O exame genético é determinante. O exame clínico é análise dos sintomas relatados e do histórico familiar da doença. Pode ser diagnosticado por exame genético no feto durante a gravidez.

O DNA é constituído de substâncias químicas denominadas nucleotídeos. O indivíduo possuidor dessa desordem apresenta em seu material genético repetições anormais da sequência de nucleotídeos citosinaadenina e guanina (CAG), responsáveis pela codificação da glutamina. Na pessoa sã a sequência CAG é encontrada com repetições menores que 20; já em pessoas portadoras da doença de Huntington há sempre mais de 36 repetições, tornando assim o gene defeituoso. Estudos recentes indicam que essa região de poliglutamina interfere na interação normal entre uma região rica em glutamina do fator de transcrição chamado sp1 e uma região rica em glutamina correspondente no “TAFII130”, uma subunidade de um componente da maquinaria de transcrição chamado TFIID. Essa interferência dificulta a transcrição nos neurônios do cérebro, incluindo a transcrição do gene para o receptor de um neurotransmissor. Embora cada célula do corpo tenha duas cópias de cada gene, é suficiente uma cópia do gene anormal para que se tenha esta doença. Então, pode-se dizer que o gene que condiciona a doença de Huntington é um gene dominante.

Desenvolve-se lentamente, provocando uma degeneração progressiva do cérebro, especialmente dos núcleos lenticulares. A sobrevida varia muito de indivíduo para indivíduo, mas geralmente é de cerca de 10-20 anos após o aparecimento do primeiro sintoma. A morte não é pela doença, mas sim, como consequência de problemas respiratórios (30%) ou cardíacos (25%) causados pela movimentação ineficiente da musculatura, por suicídio (7%) que tem um risco aumentado pelo quadro depressivo ou devido às lesões de quedas frequentes e por má nutrição.

Tem a mesma probabilidade de se desenvolver em ambos os sexos. É muito mais comum entre os descendentes de europeus ocidentais, sendo raro em asiáticos e africanos.

Não possui cura, porém possui tratamento sintomático e pesquisas genéticas em primatas estão desenvolvendo uma terapia de silenciamento dos genes causadores da doença. Existem diversos medicamentos para diminuírem os sintomas e o progresso da doença. Exercícios cognitivos diários ajudam a preservar as habilidades mentais reduzindo a perda de memória, percepção e orientação.

Este tratamento tem por base a substituição de neurônios mortos através de uma injeção de células-tronco pluripotentes na área afetada, que ao serem estimulados adequadamente formam novos neurônios, aliviando os sintomas e prolongando a expectativa de vida. Este tratamento já está sendo testado em animais com resultados significativos. (Sobre a doença: Wikipédia)

***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

10 Comentários

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  • Transmito pesar pela perca tão precoce desse guerreiro. Enquanto fui seminarista sou testemunha de que ele foi bem cuidado com amor e carinho por parte dos enfermeiros, padres, seminaristas e pelo bondoso Monsenhor Silvestre. À Francisco Sá local que fiz pastoral #Força de Deus.
    Ex seminarista Bruno – Diocese de Paracatu.

  • Quando fui em missão a convite da comunudade filhos de Maria. Tive o prazer de conhecer o padre Flávio ele tqvq um testemunho de consagração a Deus e seu sacerdócio. Q tenha um descanso eterno.

  • Meus sinceros sentimentos a família! Tive a alegria de conviver durante um ano com o Pe. Flávio no seminário Imaculado Coração de Maria, onde fui seminarista. Ele já se encontrava doente, e por varias vezes, fiquei tomando conta dele durante uma hora, quando acontecia a troca de plantão dos enfermeiros. Era de se admirar a sua espiritualidade, mesmo doente, estava sempre brincando e alegre. Todas as vezes em que chegava, ele já pedia logo, o seu mingau preferido. E ali, em seu quarto, assistindo a tv, a gente tomávamos dois (2), ou até mais, pratos de mingau. Como era bom! Isto, no ano de 2005. Confesso, que estou triste, com o fato, mas alegre por saber que céu ganhou mais um Santo para cuidar de nós que ficamos aqui. Como nos fala Jesus: “Não fiqueis com os vossos corações perturbados” Jo 14, 1. Mas é preciso confiar e crer na ressurreição! Descanse em paz Pe. Flávio. E olhe por nós!
    Ir. Francisco Fabiano Queiroga

  • Com certeza Deus agradece o carinho e o amor de todos do seminário e amigos do seminario! Rezemos sempre por este padre uma vez acometido por uma doença tão triste. abcs a todos. Edna / Cursilho de Cristandade.

  • É quase igual a síndrome de jogren, tudo o que li do problema do padre, eu tenho SS e já tenho muita coisa em comum,,, descanse em paz nos braços do pai… Saudades

  • Prezado D. José Alberto e amigos Padres de Montes Claros, é com pesar que acabo de receber o falecimento d P. Flàvio. Aceitem meus sentimentos de pesar e minhas orações. Cm certeza o Padres Flàvio jà recebeu a recomenpensa por todo bem que ele fez durante sua missão sacertodal, na Casa do Pai. Que el agora intercede pelo povo de Montes Claros e todo clero.
    Com minha slidariedade, Ir. Juliana

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Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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