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“O padre sem compaixão, perde a força do seu ministério”

Vinte e nove padres participaram da ordenação sacerdotal de Alan Veloso, que foi ordenado padre na manhã do último sábado (5), pela imposição das mãos de Dom José Alberto Moura na Matriz Nossa Senhora de Montes Claros e São José de Anchieta, no bairro Maracanã. Dom João Justino de Medeiros Silva também participou da celebração Eucarística.

Durante a homilia, dom José falou da importância do serviço, da missão e da vocação do sacerdote.  “Se Deus olhou para você e com apoio dos seus familiares e amigos você escutou a Deus, você então no dia de hoje, é chamado a convencer as pessoas de que Ele é o Senhor.  O padre sem compaixão perde a força do seu ministério, por isso é preciso que você fique sempre ao lado do pobre, do excluído, marginalizado, de quem padece. Padre é quem em nome do Cristo, ensina, orienta e serve como Cristo, o Mestre”, concluiu dom José reforçando que Jesus foi o único capaz de fazer a ligação entre o humano e o divino. Lembrou que o sacerdote humano tem defeitos e que o povo tem que compreender isso e ajudar o padre, para que o padre possa santificar o povo.

Podemos dizer que a emoção marcou a ordenação do Padre Alan. Espontâneo e simples, o jovem sacerdote falou de improviso à comunidade que o acolheu com uma salva de palmas demorada. Lágrimas podiam ser vistas tanto nos rostos de alguns padres, seminaristas, leigos, como também do neo-sacerdote que durante o rito, teve o laço de suas mãos desatados pelos pais, suas vestes foram-lhe colocadas pelo padre Paulo e Padre Weslley.

Se você não leu a entrevista do padre Alan Veloso que saiu na Revista Clarão do Norte (Julho/Agosto), abaixo você pode acompanhar na íntegra.

O lema escolhido por ele foi: “Não tenhais medo! Doravante serás pescador de homens”.

HISTÓRIA: Aos 33 anos de idade, natural de Montes Claros, filho caçula de Luiz Gonzaga Veloso e Marilza do Rosário Silva Veloso, Alan Veloso também ouviu o chamado e respondeu “sim”. Quando criança, sonhava ser como o fenômeno Ronaldinho, dado sua paixão por futebol. Mas o tempo foi passando e na adolescência, ainda tímido, não era muito de sair e preferia atividades na roça. Na juventude, começou a participar do grupo de jovens Chama Viva no bairro Maracanã e começou a ser mais extrovertido. “A Igreja me fez muito bem em todos os sentidos da minha vida”, disse.

Teve a oportunidade de trabalhar, namorar, mas percebeu que o chamado era mais profundo “A decisão foi tomada pelas circunstâncias da vida, a presença nas missões alegrava meu coração, me sentia pleno, então quis me dar essa “chance”, querer saber se era esse o caminho. Então, fiz os encontros vocacionais e entrei para ficar um ano e “tirar isso” da minha cabeça, mas já estava no coração de Deus e então Deus ficou no meu coração e essa vontade só foi aumentando”.

CAMINHADA: No início da caminhada, padre Junior Scarcela foi um grande incentivador. Hoje há outros padres que me inspiram a viver tão grande ministério, como o Monsenhor Silvestre e muitos dos que convivi no Seminário, como por exemplo, padre Wesley Santos.

Alan conta que sua família recebeu de forma tranquila sua decisão em ser padre.  “Minha família é como o Cristo na cruz, está sempre de braços abertos a me receber”. Para seu sacerdócio escolheu o lema: “Não tenhais medo! Doravante será pescador de homens” (cf. Lc 5,10) , e explicou: “Porque me sinto no sagrado dever de ir até aos que estão longe, para jogar-lhes a “isca” amorosa do nosso Senhor”.

FORMAÇÃO: “Foram sete anos de formação no Seminário Maior Imaculado Coração de Jesus. A providência de Deus quis que fôssemos formados pelo coração da mãe. Especialmente neste ano a ordenação ganha mais força e vigor para que tenhamos a certeza de que ela, nossa mãe Maria santíssima, cuida de nós, como filhos bem-amados”.

Alan também concorda que o encontro vocacional para aqueles interessados em uma experiência religiosa é fundamental: “O mundo deveria fazer um encontro vocacional, ele faz muita coisa cair no seu devido lugar”. “Espero fazer um povo feliz, afinal amar é fazer bem a alguém. Então nessa aliança é preciso fazer o povo feliz e isso se dá na alegria de servir e nunca se esquecer de quem nos chama. É preciso amar o povo, mas quem me chama é Deus e Ele sabe fazer felizes os que Ele chama, basta se lembrar de ir até Ele. As capelas nos esperam, os hospitais, presídios, ruas, asilos, BR’s, afinal ajudar um desses pequeninos é ajudar o próprio Senhor”, concluiu o futuro padre Alan Veloso.

Fotos da ordenação: Fan page da Arquidiocese de Montes Claros

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***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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