Forania São Gonçalo

Paróquia São Gonçalo de Francisco Sá – MG

Paróquia São Gonçalo de Francisco Sá – MG (Forania São Gonçalo)

Criação:  27/11/1867

Endereço da Igreja: Praça Jacinto Silveira, s/nº, Centro Francisco Sá – MG, CEP: 39.580-000

Endereço da Secretaria: Praça João Bawden, nº 1046, Centro – Francisco Sá-MG – CEP: 39.580-000

Telefone: (38) 3233-1758

E-mail: [email protected]

Funcionamento Secretaria Paroquial: Segunda à sexta- 08h às 11h e 13h às 18h

Secretário: Silvino Fialho da Silva

Horários das Celebrações: Quarta-feira às 18h – Domingo às 7h30 e 19h30

Redes Sociais da Paróquia:

Breve história:  A história da Paróquia São Gonçalo de Francisco Sá se inicia com o aparecimento de uma imagem de São Gonçalo, esculpida em madeira, pequena e tosca.

A escritora Ivone de Oliveira Silveira assim conta no livro “Minha Terra e a Nossa História”, de autoria de seu esposo Olinto Silveira: “Uma velhinha do povoado de Cruz das Almas, ou na época já denominado Brejo das Almas, sai pela manhã para apanhar lenha e encontra em um tronco de árvore a imagem de São Gonçalo. Encantada e feliz mal consegue formar um pequeno feixe de gravetos e regressa à sua palhoça com o precioso tesouro sob o chale. Coloca-o em uma mesa, ornamenta-o com flores do campo, acende-lhe uma candeia de azeite. E à noite, depois de rezar muito, dorme feliz. Mas na manhã seguinte, eis a dolorosa surpresa: o santo não está no altar improvisado. Mas não fora roubado, pois a única porta da casa estava bem fechada e ninguém sabia do seu achado. Desconsolada, volta para a mata no seu labor de todo dia e instintivamente dirige-se ao tronco ressequido. Uma surpresa maior a espera. Lá está o santinho, bem acomodado. Já a velhinha não consegue apanhar a lenha. Volta para o povoado e conta a todos o milagre. Há um verdadeiro alvoroço. Uns crêem, outros duvidam. Porém, quando se repete o mistério, no dia seguinte, não pode haver mais dúvidas. Depois da promessa de que no local será erguida uma capela ao santo, que se tornou padroeiro do povoado e dono de todas as terras, levam-no para a casa da velha. À noite reúnem-se para pedidos e orações que são elevadas aos céus, iluminados pela luz dos rolões de cera.

Outros registros históricos da cidade narram que a imagem fora encontrada por uns negros fugitivos, no Saco Roto, município de Grão Mogol, e que, perseguidos por um Capitão do Mato, deram-na a uma senhora. Esta trouxe a imagem para o Brejo das Almas e naturalmente foi quem erigiu a primitiva capela.”

Construção da Matriz:  A construção da Matriz está envolvida em dúvidas, conjeturas e lendas. O livro do engenheiro Vítor Silveira diz que “o Sargento-Mór comprou terras e fez doação de uma área de dois quilômetros quadrados aproximadamente ao São Gonçalo e o povo conseguiu edificar uma igreja e colocou São Gonçalo como padroeiro…” Outros disseram ter sido o Sargento-Mór (Jerônimo Xavier de Souza) o construtor da velha Matriz.

Apontamentos de Jacinto Alves da Silveira (pai de Olinto Silveira) dizem: “… em 1760 chegavam ao Arraial o Major Antônio Gonçalves da Silva e sua mulher Maria Pereira de Figueiredo. Vinham munidos de uma Carta de Sesmaria a eles concedida pelo Conde de Bobadela, então Governador da Capitania de Minas Gerais. Entraram, pois, como senhores da terra que iam habitar.

Já o lugar se chamava Brejo das Almas das Caatingas do Rio Verde. O Major e sua esposa são considerados também os construtores da nossa Matriz, isto em 1768. Há ainda a possibilidade da colaboração de Joaquim Benedito do Amaral, na construção da Matriz. Era natural do Serro Frio, para aqui vindo em 1764 e falecido em 1768.

Também o Dr. Feliciano Oliveira numa crônica escrita em 1953 intitulada ‘Francisco Sá, sua evolução e possibilidade econômica,’ diz em certo ponto: “…E no ano de 1768 o Capitão Joaquim Benedito do Amaral e seus comandados erigiram a primeira capela no lugar, entronizando nela a imagem de São Gonçalo, que ficou sendo, daí para cá, o santo padroeiro da localidade…”

A construção da velha Matriz se deu por partes. Vejamos o que nos diz Olinto: “…quando edificada, o fora sem as partes das sacristias laterais, que foram construídas pelo Padre Augusto… a primitiva capela só ia até a parte ladrilhada pelo Padre Salustiano. Da parte assoalhada para a frente, foi completamente realizada pelo Padre Augusto. O marceneiro dos altares, inclusive o mor e o teto abobadado, foi Antônio Carapina… As torres não existiam e foram feitas pelo Padre Augusto que as cobrira de zinco. O vento forte que vem do Catuni, despregava sempre o zinco, o que motivou ao Padre Salustiano, substituto do Padre Augusto a trocar aquela cobertura por outra de tijolos, elevando mais um pouco a altura das torres.

A velha Matriz foi demolida em 1970 quando era vigário o Padre Silvestre Clasen que iniciou a construção da atual cujo término se deu nos anos 1995 e 1996 com o Padre Geraldo Marcos Tolentino. Brejo das Almas foi Curato de Itacambira, Minas Novas e, posteriormente de Montes Claros. Pertenceu também à Comarca Eclesiástica de Grão Mogol.

Organizado por Maria Yolanda Silveira. Obras consultadas: -“Minha Terra e a Nossa História” de Olinto da Silveira – Arquivos da Paróquia.

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Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

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