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RECONHECER A VOZ

Em nossa vida agitada há muitos meios de comunicação, inúmeras propostas e palavras diferenciadas e contraditórias, múltiplas propostas de vida e não poucas sugestões para fazermos isso ou aquilo. Pais ensinam aos filhos muitas coisas e valores. No entanto, a convivência social influencia muito para as pessoas optarem por caminhos às vezes contrários ao que receberam de valores familiares. A perplexidade sobre o que e a quem seguir dependerá muito da formação de conceito e de verdade a se apegar. As influências podem ser positivas ou negativas para condicionarem as opções individuais.

À pergunta de Jesus aos discípulos sobre o que pensavam a respeito dele, Pedro respondeu ser Ele o Messias. De fato, Pedro manifestou sua fé em Jesus, aceitando-o como o Filho de Deus. É assim: quem aceita, na sua vida de fé, a pessoa do Filho de Deus, sua vida vai ser pautada por Ele.

Jesus fala da passagem por Ele, que é a porta por onde penetram as suas ovelhas. Quem o reconhece como o Bom Pastor, ouve necessariamente a sua voz e o segue. Faz opção de vida e se torna coerente com a mesma. Torna-se pessoa autenticamente cidadã, pois o Mestre nos ensina a viver na terra como irmãos e irmãos, fazendo cada um o bem aos outros. Vamos, assim, fazer nossas opções de prestação de serviço à pessoa humana com o uso adequado dos dons recebidos de Deus para realizar o bem à sociedade.  Assim, cada um vai seguir a vocação de servir conforme seus pendores. Na comunidade religiosa há os ministérios ou serviços de leigos e leigas, de religiosos consagrados pelos votos de pobreza, castidade e obediência, bem como os ministérios ordenados de diáconos, presbíteros e bispos. Cada um vai viver a fé num ministério em possa servir a comunidade da melhor e mais generosidade possível por causa de Deus.

Quem segue a voz e o chamado de Cristo, não tem medo de se doar ao serviço do semelhante. Leigos se doam na formação de família, conforme o projeto de Deus. Atuam no campo profissional, cultural, científico, comunicador e político de modo a trabalhar eticamente para o desenvolvimento da convivência mais humana e justa possível. Os religiosos e religiosa não têm medo de viver o profetismo num mundo eivado do religioso e do paganismo. Em suas  ações apostólicas mostram como evangelizar, a partir de suas comunidades e instituições, com o novo do Evangelho. Os ministros ordenados se colocam na coordenação das atividades evangelizadoras como arautos da Boa-Nova de Jesus para a promoção da vida plena para todos! Ajudam as ovelhas a passar pela Porta de Jesus e se salvarem!

As opções em base à fé no Ressuscitado, fazem as pessoas superarem as oposições e os sofrimentos causados pelo mundo paganizado, conforme apresenta Pedro: “Caríssimos, se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isso vos torna agradáveis diante de Deus” (1 Pedro 2,20). O que deve ser sempre assumido por todos os que vivem sua fé e sua vocação a partir da comunidade religiosa e seu compromisso com Deus e a Igreja, é superar a tentação do contratestemunho. Somos humanos, mas temos que estar atentos à superação de sucumbirmos aos estilos instintivos com a prática das virtudes e da conversão contínua!

José Alberto Moura, CSS – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

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