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Santa Casa de Montes Claros: casa de vida, de trabalho e de fé

A cidade de Montes Claros e todo o Norte de Minas celebram, com júbilo, neste mês de setembro de 2021, os 150 anos de fundação da Santa Casa. Precisaríamos de milhares e milhares de vozes para cantar dignamente um hino de louvor a Deus por essa renomada instituição, uma das mais importantes do Estado e do país. É impossível escrever a história de Montes Claros e região sem nomear destacadamente esse hospital, símbolo do cuidado e do respeito à vida, fruto maduro do compromisso da fé católica de cuidar da vida e da saúde. Seu principal prédio, incrustado no coração da cidade, parece uma sentinela a postos para salvar vidas. Sua Capela é lugar sagrado onde homens e mulheres se irmanam nas orações, marcadas ora pela dor e pela esperança, ora pela ação de graças.

Sim, pode-se afirmar, sem dúvida, que a Santa Casa é uma casa de vida. Ali a vida é acolhida nos incontáveis partos para a alegria de mães e pais. Para ali se dirigem os que buscam tratamentos de saúde, consultas médicas, exames clínicos, cirurgias, atendimentos de emergência e os acidentados. Como triste lembrança, comoveu a todos o atendimento das crianças e professoras com grandes queimaduras no incidente da creche de Janaúba, naquele 5 de outubro de 2017. É visível como a vida pulsa nos corredores, nos leitos, nos centros cirúrgicos, nas UTIs, em cada serviço que é oferecido. Façamos memória, também, de tantos outros que ali fecharam seus olhos para sempre, cercados de cuidados.

É, também, uma casa de trabalho. Quem poderia contar todas as pessoas que, na Santa Casa, prestaram seus serviços ao longo desses 150 anos? Benditos sejam os operários da primeira hora, que certamente lidaram com a precariedade de recursos, mas obstinadamente levaram adiante o sonho de um grande hospital, tal qual é hoje a Santa Casa. Quanto aprendizado no trabalho clínico. Quantas alegrias provindas das vitórias das curas e das altas médicas. Quanto voluntariado. Quanto essa Casa expandiu para acolher cada vez mais a população, especialmente os pacientes do SUS.

A Santa Casa é, ainda, uma casa de fé. Quem, diante da enfermidade, não eleva a Deus uma súplica? Quantos são aqueles que ali serviram e servem movidos pelas razões da fé cristã? Como esquecer das Irmãs do Sagrado Coração de Maria, que fizeram do hospital a sua casa e de cada enfermo ou enferma seus filhos e filhas? Presentes na Santa Casa por mais de cem anos, a elas nosso pleito de gratidão. E cada sacerdote que por ali passou, como capelão, para assistir os enfermos, seus familiares, o corpo clínico e funcionários seja recordado na oração silenciosa. Também os muitos leigos e leigas que abraçaram o projeto da Capelania, em parceria com a Arquidiocese de Montes Claros.

Nessa merecida festa dos 150 anos, todos nós devemos dizer obrigado a um incontável número de homens e mulheres que legaram seus serviços, seus préstimos e sua prestigiosa atenção à Santa Casa. À Irmandade Nossa Senhora das Mercês, aos Bispos e Arcebispos, aos Provedores e Diretores, aos Superintendentes e Corpo Clínico, aos Funcionários, aos Benfeitores, a quem se fez membro da Família Santa Casa, nossa gratidão sem par. O mandato de Jesus, de cuidar dos doentes (cf. Mc 6, 13), se estenda a todos os norte-mineiros, como mandato de apoio, zelo e atenção para com a Santa Casa de Montes Claros.

+ João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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