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Sensibilidade e cooperação missionárias

O encontro com Jesus Cristo é o marco da fé. A pessoa que o encontra e que acolhe seu evangelho torna-se discípulo e, por sua vida e suas palavras, passa a anunciá-lo aos outros. O Documento de Aparecida (nº 278) evidenciou esse processo com os seguintes passos: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e a missão. O evangelho nos apresenta alguns episódios paradigmáticos desse processo. Entre eles, o encontro da mulher samaritana com Jesus, narrado por São João, é icônico.

A história de fé de cada um de nós não teria acontecido sem que, anteriormente, homens e mulheres, imbuídos de sensibilidade missionária, anunciassem o evangelho, testemunhassem seu amor a Cristo e à Igreja, fundassem comunidades, catequizassem e construíssem igrejas. É certo que a fé é uma resposta pessoal, mas sem o anúncio, como chegaríamos ao encontro? Sem o encontro, como poderíamos seguir o Senhor? Somos cristãos e somos Igreja como resultado da missão, cujo protagonista é sempre o Espírito Santo. E a Igreja vive da missão. Ela é missão. Em toda a sua história, a chama da fé foi alimentada pela ação missionária, ainda que em cada tempo a missão tenha assumido matizes diferentes.

A missão sempre contou com a cooperação material, expressa de muitos modos. Jesus já predissera a generosidade de quem ofertaria um copo d’água fria aos seus (cf. Mt 10, 42). Orientou os discípulos para a sobriedade (cf. Lc 10, 2-9). Ele mesmo contou com a ajuda de algumas mulheres que o seguiam (cf. Lc 8,3). Peregrina na história, a Igreja não vive sem essas expressões de cooperação, que nas comunidades se expressam de modos diversos. Entre elas, o dízimo ganha o destaque por ser uma oferta pessoal regular e com senso de pertença. Mas a Igreja, desde os tempos apostólicos (cf. 2Cor 8-9), recorre às coletas como modo de sensibilizar os seus membros e recolher recursos para determinados fins.

No Dia Mundial das Missões, a ser celebrado, neste ano de 2021, em 24 de outubro, é de praxe a Coleta para as Missões, feita em todo o mundo católico. De caráter pontifício, recorde-se a importância dessa coleta missionária para o sustento das missões da Igreja. É uma grande oportunidade de unir a oração ao agir missionário. No Brasil, o valor arrecadado em cada diocese é repassado integralmente às Pontifícias Obras Missionárias (POM) que assim distribui: 80% são enviados à Congregação para Evangelização dos Povos, para repasse a Igrejas mais pobres; enquanto 20% ficam no Brasil, sendo 16% administrado pelas POM, 2% doados ao Centro Cultural Missionário (CCM) e os outros 2% à Comissão Episcopal Pastoral Missionária da CNBB.

A Arquidiocese de Montes Claros arrecadou, em 2019, o total de R$ 48.299,19 e, em 2020, R$ 47.113,11. Exorto todos os fiéis – leigos e leigas, consagrados e consagradas, diáconos e padres – a prepararmos nossa oferta pessoal, expressão concreta de nosso zelo missionário. Somos muito agradecidos a toda a comunidade católica que se une ao Papa Francisco e apoia o seu ministério, especialmente na tarefa missionária de colaborar com as igrejas mais pobres, em diferentes partes do mundo. Com nossa oferta nos unimos ao Santo Padre, que acompanha com atenção as igrejas mais pobres e sofridas. Mais uma vez, com sensibilidade missionária, vamos cooperar generosamente.

+ João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo Metropolitano de Montes Claros

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