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“Sereis minhas testemunhas”

https://www.jesuitasbrasil.org.br/2016/10/10/papa-francisco-convoca-sinodo-sobre-os-jovens-para-2018/

Começamos hoje o mês de outubro, que no Brasil é dedicado à Missão e às missões. Missão, em maiúsculo, porque o fundamento é a missão de Deus, é um transbordar amoroso frente a toda realidade. O plural e minúsculo, de “missões”, ressalta a abundância de maneiras de se encarnar tal Missão a partir de nossos dons, carismas e vocações. Pensar assim nos leva a entender que Deus se desdobra no mundo para tornar plena a Revelação, chamando todos a viver e participar de Seu próprio ser, compartilhando com todos sua própria Vida.

Nesse caminho, foi escolhido para animar nossas comunidades eclesiais missionárias o tema A Igreja é missão, e o lema Sereis minhas testemunhas (At 1,8). Há um resgate do compromisso assumido em ecoar a Boa Nova do Reino em todas as realidades, desde onde se está até os confins do mundo. De fato, a sequência do texto de Atos dos Apóstolos diz exatamente isso. Mas poderíamos nos perguntar o que significa ser testemunhas? Recorro às palavras do cardeal José Tolentino Mendonça, que afirma que as testemunhas não sabem de algo de maneira superficial ou por conversa, elas gozam da prerrogativa da experiência!

Quando Jesus Ressuscitado afirma que os discípulos serão suas testemunhas, dize-o indicando que devem anunciar a partir do que eles mesmos experimentaram. Em síntese, testemunha é quem partilha do vivido. Isso é tão sério que cremos na Ressurreição exatamente pela força transformadora dessa experiência na vida dos apóstolos. Antes, medrosos, fugiram da cruz e se esconderam da perseguição; após esse misterioso evento, saem a anunciar e a encontrar com todos, sem distinção de língua ou nação.

É na força do Espírito que saem a anunciar. Invocamos o Espírito Santo para podermos dar o testemunho de proximidade que entranha proximidade afetuosa, escuta, humildade, solidariedade, compaixão, diálogo, reconciliação, compromisso com a justiça social e capacidade de compartilhar, como Jesus o fez (DAp, n.363). Reconhece-se a testemunha de Jesus quando ela não apenas fala dele, mas quando cada poro de seu corpo é capaz de exalar os seus ensinamentos e seu modo de viver.

Celebramos, na terça-feira passada (27/09), a memória de São Vicente de Paulo, e, hoje (01/10), de Santa Teresinha do Menino Jesus. Esses dois santos souberam bem exalar a Vida que vem de Deus, acolhendo e dando dignidade a todo ser humano. Santa Teresinha, mesmo enclausurada, é tida como a padroeira das missões, pois tinha em si os ecos de todas as realidades verdadeiramente humanas (cf. GS, n.1), que até ao assassino acolhia e por ele intercedia. A obra de São Vicente também tem grande impacto até hoje, pelas mãos dos vicentinos.

São inumeráveis os que fazem parte da multidão de testemunhas do Ressuscitado a partilhar da própria experiência que com Ele tiveram. Amanhã, dia de eleição, que possamos recordar desse chamado, e, conscientemente, eleger representantes que se aproximem do projeto do Reino de fraternidade, de dignidade, de solidariedade, de liberdade e de justiça. Sejamos, também nós, testemunhas da esperança de um Brasil para todos, seguindo a Missão de Deus, que caminha em nosso meio.

 

Equipe Arquidiocese em Missão
Arquidiocese de Montes Claros

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