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Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo

Instituída na Igreja pelo papa Urbano IV em 1264 através da Bula “Transiturus de hoc mundo ad patrem”, (Passagem deste mundo para o Pai) É a festa de Corpus Christi uma grande solenidade que visa reviver e comemorar a instituição da eucaristia da quinta-feira santa. Além de fazer memória a este evento, toda a Igreja universal celebra a eucaristia convencida de que, através do pão consagrado, Jesus permanece conosco “todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28, 20). No mais, a Igreja tem consciência de que este sacramento é por excelência o alimento indispensável a sua jornada terrena, pois “o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (disse Jesus) João 6, 51).  “Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,55). E  este alimento “Não tende a nada mais do que tornar-nos aquilo que recebemos”. É visto também, como o alimento que nutre a Igreja e nos fortalece para a missão.

Como dizia São João Paulo II: “Para evangelizar o mundo, necessita-se de apóstolos peritos na celebração, adoração e contemplação da eucaristia”. No mais, lembra-nos o Concílio Vaticano II, que este alimento (a Eucaristia) “é fonte e ápice de toda a evangelização”. Visto por este viés, a Igreja estará sempre em perigo uma vez que ela deixar de nutrir-se deste tesouro que é a eucaristia, em detrimento de deturpações provenientes de ideologias pagãs. Embora Cristo esteja oculto nas aparências do pão e do vinho, Ele se revela a nós nos pobres e abandonados e nos desafia como cristãos a acolhê-los. “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos pequeninos, a mim o fizeste” (MT 25, 40).

Um dos pontos altos desta celebração de Corpus Christi, além da santa missa, é a tradicional procissão eucarística. Na maioria das vezes o cortejo com o Santíssimo é feito a pé pelo bispo local, padres, diáconos ministros extraordinários da eucaristia e os fiéis, porém, nada impede que Ele seja conduzido em um veículo decorado com motivos religiosos. O incenso, as velas, aos toques dos sinos e os cantos (Tantum Ergo Sacramentum e etc…) conferem a esta celebração um clima de santidade e solenidade. As ruas por onde vai passar o cortejo, também são decoradas com tapetes confeccionados de serragens coloridas, borras de cafés e outros materiais. Assim, entre louvores e cantos de reverência o povo se vê nas palavras de Isaías que conclama: “Exulta e louva o senhor, ó casa de Sião, porque o Grande, o Santo de Israel está no meio de ti” (Is 12,6). É um acontecimento místico sublime e inefável, onde o Divino é o autor principal e o ser humano contempla a sua passagem, porém, sem abarcar sua real grandeza. Os fiéis por sua vez, interagem, cada qual à sua maneira com o Deus de Jesus Cristo que assumiu a nossa história e caminha conosco. Com este Deus que viveu de forma plena e extraordinária a nossa natureza, exceto o nosso pecado. O Deus próximo, designado do céu (Mt 1,20 / Lc 1, 31-32) mas que também é Deus dos pobres e abandonados (Lc 16, 19-30/ Lc 21 1-4). O ungido do Espírito Santo que veio “para evangelizar os pobres (…) “anunciar a boa-nova aos pobres (…) e “por em liberdade os oprimidos” (Lc 4, 18-19).

Artigo enviado pelo padre Geraldo Afonso/ Administrador paroquial da Paróquia Senhora  Sant´Ana de Patis – MG

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