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Temos três novos diáconos!

A Paróquia Rosa Mística na manhã deste sábado (11), acolheu comunidades, caravanas, amigos,  familiares e paroquianos dos três Seminaristas que foram ordenados diáconos naquela manhã.  Pelas mãos do Arcebispo Metropolitano Dom José Alberto Moura, Alan Veloso, Adriano Pestana e Pedro Cruz, receberam o Ministério do Diaconato.

O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. É um tempo passageiro, em que o vocacionado serve a Igreja no diaconato, em vista ao sacerdócio. Após a conclusão do tempo de formação, o seminarista é ordenado diácono para auxiliar os padres até que se complete o tempo para a ordenação sacerdotal. Com a ordenação diaconal, eles deixam a condição de leigos e passam a fazer parte do clero. O sacramento tem caráter irrevogável, ou seja, uma vez ordenado, ele será diácono eternamente. Esse tempo é no mínimo 6 meses, onde ele descobre e vivencia a experiência profunda do Cristo servidor. Todo padre é diácono, não se omite este grau, pelo contrário, a experiência de servir deve acompanhá-lo por todo o seu ministério.

“É preciso servir com a verdade”. Não podemos ter medo da verdade, precisamos ser testemunhas do amor de Cristo.  Viver a castidade consagrada do celibato é compromisso com a Igreja e com Deus”. Vocês devem ser os olhos na prática do serviço como profetas da inclusão social. Sejam seguidores da vida. Ajudem nossa Igreja, a ser igreja dos pobres, tenham compaixão do povo de Deus. Sedes como Maria, que viu a necessidade do seu povo e pediu a Jesus que intervisse na transformação da água em vinho”. Disse dom José durante a homilia.

Adriano Henrique Pestana Pereira, tem 28 anos de idade, é natural de Salinas, filho caçula de dona Maria Aparecida Pestana Pereira e do senhor Mauro Francisco Pereira. Sua vocação foi despertada em uma experiência no Grupo de oração da Paróquia que participava. “É muita alegria e vontade de servir” afirmou Adriano quando perguntado sobre o que se passava em seu coração naquele momento prestes à ordenar diácono.

Falta pouco para o sacerdócio. O que você espera da sua vocação, do seu chamado?
Adriano: Espero poder dar o melhor de mim, ser um sacerdote segundo o coração de Deus. Apascentar as ovelhas, fazer a experiência de amar e ser amado na comunidade.

Algum sacerdote ou religioso o inspirou para seguir a vocação religiosa?
Adriano. Sim. Foram muitos, mas de modo especial, o Padre Henrique Munhoz.

Qual mensagem você deixa aos familiares neste momento de sua vida vocacional?
Adriano: Cheguei aqui!  Primeiro, pela Graça Deus que me chamou e eu respondi SIM.   Segundo porque meus familiares, amigos e todo o povo de Deus me ajudaram a fazer o encontro com Aquele que dá sentido à vida, Jesus Cristo. Gratidão a todos.

Alan Sávio Silva Veloso tem 32 anos, é natural de Montes Claros, é filho de Luiz Gonzaga Veloso com Marilza do Rosário Silva Veloso, tem dois irmãos, também é o caçula da família. Sua vocação tomou força quando começou a participar do grupo de oração São José, na comunidade de  Judas Tadeu.” Quando  Pe. Junior Scarcela me perguntou se eu já havia pensado em ser padre, essa pergunta não saiu mais da minha cabeça e então busquei viver a vocação que hoje me sinto chamado a viver e me entregar a Deus através dela”.

Falta pouco para o sacerdócio. O que você espera da sua vocação, do seu chamado?
Alan:
Passa um filme de como tudo começou. Especialmente muitos motivos para que eu tenha a coragem de ser sinal da misericórdia de Deus no mundo, mas também passa o temor de está por receber um Ministério tão maior que eu, o que não nos pode fazer parar ou desistir, mas lembrar de Jesus, o autor da vocação e aquele que dá forças para ir em frente.  Espero corresponder ao amor com que Deus me ama, ao amor que preenche o meu coração e a ser parecido com Ele, sem ser presunçoso, mas ser amor onde este faltar.

Pedro Henrique da Cruz tem 29 anos, é o terceiro filho de Joaquim Augusto da Cruz e Fátima do Rosário Siqueira Cruz. Irmão de Andréa, Adriana e Andressa, é natural de Bocaiuva-MG, e quando criança era chamado pelos familiares e amigos de Pê ou Pedrinho. Vamos saber mais sobre a vida desse novo diácono e futuro padre de nossa Arquidiocese.

Trabalhou antes de entrar para o seminário? Namorou? Estudou? Qual curso fez? Volta e meia falava sobre a possibilidade de ingressar-me no seminário. Deste modo, fiz encontros vocacionais para o antigo Seminário Menor, mas percebi que aquele não seria o momento mais adequado. Assim, decidi estudar e “se fosse vontade de Deus”, meu coração continuaria a me inquietar. E assim aconteceu. Fui aprovado em vários vestibulares, mas acabei optando pelo curso que desde a 4ª série eu desejava fazer. Enquanto cursava licenciatura em História pela Universidade Estadual de Montes Claros, passei a lecionar na rede estadual e particular, aí permanecendo durante quatro anos. Nesse tempo, tive também outras experiências profissionais, embora em momento algum tenha me afastado da sala de aula. Me sentia muito bem no exercício do magistério. Contudo, a experiência profissional, bem como os namoros, não foram suficientes para abafar o chamado de Deus em mim.

Depois de quanto tempo de formado decidiu deixar tudo e entrar para o seminário? No ano em que estava concluindo a graduação decidi que era a hora de decidir minha vida… E eu sabia o que isso significava. Por essa razão, recomecei a fazer os encontros vocacionais sem que ninguém soubesse para que “outras vozes” não abafassem o chamado de Deus ou minha resposta a esse chamado. Assim, na semana em que me formei, comuniquei a meus pais minha decisão de ingressar no seminário no final do mês seguinte.

Algum padre em especial o incentivou ou você foi influenciado por algum sacerdote? Tem aquele que você se espelha? Durante a infância, quando falava em ser padre – ou mesmo quando as pessoas falavam isso comigo – eu não tinham nenhum padre determinado como referência, até porque, até o momento em que “pedi” para ser coroinha, eu não tinha nenhum contato com padres. Foi só a partir daí que comecei a conviver mais de perto com o Monsenhor Rocha. Mais tarde, tive contatos com um seminarista que também era de Bocaiúva (Pe.Fernando Andrade) que, com muito carisma, deu-me a impressão de amar verdadeiramente a experiência que fazia e a resposta que já vinda dando. Fiquei muito entusiasmado e desejei, de forma ainda mais ardente, viver esta experiência!

Já sabe qual lema seguir? Alguma palavra forte o direciona? Até recentemente eu ainda não havia refletido sobre qual lema seguir, pois só depois de ter percorrido determinada parte do caminho eu poderia falar o que realmente me motivaria em minha prática pastoral e futuramente no exercício do ministério. Pode ser que eu venha mudar, mas se eu fosse ordenado hoje meu lema seria: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20,7). O mesmo que Dom Geraldo escolhera para sua ordenação episcopal, sendo fiel a ele até o fim. A coerência deste homem no que tange ao seu dinamismo pastoral, à sua disponibilidade formativa e missionária, me levam a querer responder ao mesmo convite. Cada resposta é, sem duvida, única e irrepetível, mas o testemunho de Dom Geraldo eu levarei por toda a vida, pois ele me motiva.

Saiba mais sobre o diaconato:Ordenados para o serviço: Seguindo a prática das primeiras comunidades cristãs, testemunhada na Sagrada Escritura e conservada na Tradição, a Igreja continua escolhendo homens que possam exercer um ministério de serviço. Para isto, o rito essencial da ordenação diaconal é a imposição das mãos e a oração realizada pelo Bispo. Esta oração pede a Deus Pai que consagre o ordenando como diácono e que envie sobre ele os dons do Espírito Santo para que ele possa exercer com fidelidade o ministério de serviço. Nela se apresenta o que se espera de um diácono: amor sincero, solicitude para com os pobres e os enfermos, autoridade discreta, simplicidade de coração e uma vida segundo o Espírito Santo. A Ordem confere ao diácono um sinal que não pode ser apagado, pois o configura ao Cristo servidor de todos. Por conseguinte, o diácono se torna um “imitador” da vida do Senhor, prolongando no mundo o serviço iniciado por Ele.

O candidato não é ordenado para o sacerdócio, mas para o serviço. Este está especificado na Constituição Dogmática Lumen Gentium, no nº 29, da seguinte forma: “administrar o Batismo solene, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar em nome da Igreja aos Matrimônios, levar o viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, instruir e exortar o Povo, presidir ao culto e as orações dos fiéis, administrar os sacramentos e presidir aos ritos dos funerais e da sepultura”. E, ainda, de maneira sintética, o mesmo texto diz: “servem o Povo de Deus na diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade”.

Diáconos transitórios e permanentes: O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium nº 29, coloca para a Igreja a recuperação do diaconato permanente. Neste ficarão os homens que se sentem chamados a desempenhar a função de serviço proposta ao ministério diaconal. Podem ser admitidos homens casados e solteiros – sendo que estes últimos viverão o celibato. Cresce cada vez mais a consciência da Igreja sobre a Ordem dos diáconos e de suas funções na edificação do Corpo de Cristo.

Os diáconos transitórios são aqueles que recebem o primeiro grau da ordem em função de receberem o segundo: o presbiterado. Neste caso, apenas os homens solteiros e dispostos a viverem o celibato podem ser aceitos. Possuem a mesma dignidade e funções dos diáconos permanentes, mas se preparam para exercer uma futura função sacerdotal.

***Todas as fotos você pode acompanhar pela Fanpage da Arquidiocese de Montes Claros no Facebook. Compartilhadas por membros da Pascom que ajudaram na cobertura.

***Viviane Carvalho – Assessoria de Imprensa Arquidiocese de Montes Claros  (38 Vivo) 9905-1346 (38 claro) 8423-8384 ou pelo e-mail: [email protected]

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